19 de jan de 2017

#Cinema: La La Land, de Damien Chazelle





Fui pro cinema preparado para não gostar de La La Land. Primeiro, porque eu não acredito em muito oba oba e em mil críticas unânimes. Segundo, porque eu DETESTO musical (sendo bem sincero, eu apenas acho Moulin Rouge OK, e Mamma Mia bom, mesmo assim por causa das músicas do Abba; os demais, não suporto!).

Mas, sou curioso. E, dito isso, achei que La La Land fosse apenas mais um que eu iria detestar. Já imaginava uma cantoria desenfreada, cenas nada a ver, diálogos interrompidos para que os protagonistas cantassem e dançassem. E sim, tem tudo isso. E sim, eu adorei!

12 de jan de 2017

#Literatura: Selma e Sinatra, de Martha Medeiros





Meu amor por Martha Medeiros nasceu nas primeiras páginas de Divã. Me atrevo a dizer que foram nas primeiras linhas daquele livro que me vi encantado e seduzido por aquela escrita. Ela, Martha, sabe como ninguém colocar poesia no cotidiano. E foi com esse gostinho que me vi com Selma & Sinatra em mãos. 

Adquiri o livro em um sebo, nem sabia de sua existência, para ser bem honesto. Mas ser uma obra de Martha Medeiros foi uma certeza de que precisava folhear aquelas breve páginas. Breve mesmo, o livro só possui 129. Ou seja, li tudo bem rápido, quase como quando tomamos um copo de água no calor sem precedentes do Rio de Janeiro.

10 de jan de 2017

#Cinema: Inferno, de Ron Howard




Em 2003, Dan Brown lançava seu grande sucesso editorial, O Código Da Vinci, criando rapidamente uma boa base de fãs. Evidentemente, Hollywood não deixou passar essa oportunidade e logo O Código virou filme, conquistando um ótimo público, no entanto, com um resultado bastante duvidoso. Quatro anos depois, o diretor, Ron Howard e o astro Tom Hanks, se reuniram para dar sequência ao blockbuster, realizando o razoável Anjos e Demônios. Em 2016, a expectativa era que a próxima aventura do simbologista Robert Langdon demonstrasse uma evolução ainda maior em relação aos seus longas antecessores, mas parece que a franquia vem perdendo ainda mais força, não compreendendo nem mesmo o que fazia sucesso dentro de seus livros e filmes. 

E o que causava mais interesse nas obras baseadas nos livros de Dan Brown era justamente a fabulação e criação de grandes teorias conspiratórias envolvendo instituições, grupos e seitas secretas bastante conhecidas. Dessa forma, tanto livro quanto filme conseguiam conectar-se facilmente a realidade. Os fatos ocorridos nas páginas e nas telas citavam nomes que provavelmente o público já ouvira, sejam pistas sobre Jesus Cristo nas obras de Da Vinci, ou uma trama entre Iluminatis, Vaticano e a CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear). Vale lembrar que Brown sempre inicia seus livros com algum fato verídico que inspira sua trama. E Inferno foge justamente dessa característica. 

Dessa vez, Robert Langdon (Tom Hanks) acorda com amnésia e um aparente ferimento na cabeça, em um hospital de Florença, Itália. O começo confuso e conturbado é uma das poucas coisas que difere essa produção das outras. Logo após ser misteriosamente atacado, ele acaba no apartamento da Dra. Sienna Brooks (Felicity Jones), onde encontra um pequeno projetor da famosa pintura de Botticelli, Mappa dell’Inferno. Graças a seus anos de estudo, Robert percebe que há algo errado na pintura e não demora para Langdon perceber que está envolvido em uma conspiração, envolvendo os mistérios do clássico da literatura A Divina Comédia, de Dante Alighieri. 

9 de jan de 2017

#Premiação: Globo de Ouro 2017 - Destaques





A cerimônia do Globo de Ouro este ano foi repleta de grandes momentos e algumas surpresas. A primeira novidade foi o show de abertura de Jimmy Fallon, que inovou com um número que tinha mais cara de Oscar do que de Globo de Ouro. Brincando com o filme La La Land, ele também não deixou de lado os demais indicados, inclusive alguns participaram da brincadeira. Logo após este momento, o que se viu foi uma cerimônia que não perdeu a oportunidade de falar abertamente contra o presidente eleito, e bastante enxuta: corria tanto que ganhava do Papa Léguas fugindo do Coiote.

Portanto, assim que os envelopes começaram a ser abertos, começamos a saber que a festa ia dar voz a artistas que talvez não tivessem as mesmas oportunidades em premiações mais tradicionais. Por isso, foi bacana ver Isabelle Huppert (Elle), Aaron Taylor-Johnson (Animais Noturnos), Claire Foy (The Crown), Billy Bob Thornton (Goliath), Donald Glover (Atlanta), Tom Hiddleston (The Night Manager), Olivia Colman (The Night Manager) e Hugh Laurie (The Night Manager) saírem da festa com sua estatueta na mão e um sorriso largo no rosto, afinal, mereceram seus prêmios num ano em que as produções e o desempenho dos atores estiveram todas acima da média

3 de jan de 2017

#TáNoCinema: As Estreias de Janeiro/2017




Primeiramente, fora Temer, feliz ano novo, meus amigos! Que 2017 seja bem melhor que o ano que passou pois, vou falar, que aninho pesado foi esse, hein? Melhor nem falar muito para ele não voltar numa versão 2.0.

Dito isso, vamos falar de coisas boas? Então vamos aos filmes que estão chegando aos cinemas brasileiros agora em janeiro. Com vocês, a nossa amada coluna mensal #TáNoCinema

30 de dez de 2016

#Retrospectiva: O Que Vimos em 2016








2016 foi um ano difícil e, quer queira quer não, ninguém saiu impune e foi afetado de diversas maneiras. Foi tanta super lua que eu perdi as contas. Se já não bastasse a crise, enfrentamos um golpe e ainda ficamos um tempo sem WhatsApp. Vimos um doidivanas sedento pelo poder ser eleito o homem mais poderoso do mundo e, pior, vimos muitas coisas que não gostaríamos de ter visto.

Assistimos a casa mais vigiada do país conhecer sua participante mais louca e atrevida. Ana Paula Renault fez história ao dar audiência para um reality desgastado e fez alegria da emissora e do público até sua estranha saída.

Vimos Leonardo DiCaprio (enfim) se consagrar na cerimônia mais branca do Oscar. Talvez como mea culpa, o apresentador era negro, mas também vimos uma despreparada Glória Pires se perder em comentários esdrúxulos que fizeram a rede ficar em polvorosa.

28 de dez de 2016

#Literatura: Jantar Secreto, de Raphael Montes





Eu já falei aqui antes e repito: uma das coisas que mais gosto quando estou lendo um livro é de ser surpreendido. Pegar um livro e embarcar naquela história, junto com os personagens e caminhos que me façam vibrar, sorrir, me emocionar. E quando isso acontece, ah, como é bom! E Raphael Montes, um autor jovem e maravilhoso, é alguém que tem o dom de me surpreender com suas histórias, muitas vezes me contrariando, mas sempre me deixando impactado com suas obras.

Apenas para terem ideia, conheci o Raphael Montes no início desse ano, já que Dias Perfeitos, seu trabalho anterior, foi o primeiro livro que li em 2016. Gostei bastante da história e do estilo do autor, por isso procurei seus outros trabalhos já lançados, O Vilarejo e Suicidas, que considero bem superiores ao primeiro livro que li e que já havia gostado muito, vejam só.

Por isso, foi com entusiasmo que aguardei o lançamento de Jantar Secreto, quarto livro de Raphael, que é também uma pessoa super agradável, que eu já encontrei em festas, bati papo e que, apesar de todo o potencial para um bom psicopata, deixou esse lado para seus personagens, sempre bem escritos e fascinantes.

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