27 de fev de 2012

O Artista, de Michel Hazanavicius


Filme mudo, em preto-e-branco, francês, o grande campeão ao Oscar 2012. Ou seja, todos os motivos para ser um filme chato, que dá sono. O pior é que parece que dormi mesmo assistindo ao filme, pois estava mais para um sonho do que para a realidade do cinema atual...

Hollywood, anos 20. George Valentin (Jean Dujardin) é uma das maiores estrelas do cinema mudo e tem como fiel parceiro o seu cão. Com a chegada do cinema falado – e a crise da bolsa de NY, em 1929 –, George tem sua vida completamente mudada e é cada vez mais esquecido por todos, ao mesmo tempo em que Peppy Miller (Bérénice Bejo) ganha notoriedade com essas mudanças.

Acho que o termo “obra-prima” é perfeito para sintetizar O Artista, um poema em forma de filme. Uma homenagem ao velho cinema, há muito esquecido por Hollywood – e por boa parte do público em geral (não que eu seja desse tempo ou que seja um especialista em cinema para dar lição de moral sobre os atuais produtos cinematográficos).

Mas não tem como não se sentir diferente após a exibição do filme. Roteiro simples e eficiente. Direção precisa de Michel Hazanavicius, vencedor do Oscar de Melhor Diretor. Fotografia belíssima. Trilha sonora encantadora. Atuações marcantes. Tudo funciona perfeitamente na tela. A química entre o vencedor do Oscar de Melhor Ator, Jean Dujardin (excelente!), e a indicada ao Oscar de Atriz Coadjuvante, Bérénice Bejo, é perfeita – a cena de sapateado, ensaiada por vários meses, é inesquecível. Os coadjuvantes, com destaque para John Goodman e James Cromwell, estão ótimos.

Enfim, o filme é imperdível, para os amantes de cinema ou não. Divertido, triste, inteligente, charmoso, emocionante e, repito, inesquecível. Mereceu – e muito – ganhar o Oscar de Melhor Filme – o que me fez ficar acordado até às 01:36 só para ter o prazer de acompanhar a premiação e ter a oportunidade de ver no palco o maior coadjuvante de Dujardin e um dos melhores suportes para o sucesso do filme (reconhecido, inclusive, por Hazanavicius, ao receber sua estatueta): o cachorro Uggie. Sem ele, o filme perderia parte de seu encanto.

Resumindo: um filme antológico! Não percam!
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4 comentários:

::Débora disse...

O filme é maravilhoso mesmo.
Eu achei que ia dormir no cinema, mas que nada, fiquei encantada e fascinada.
E o que é o cachorrinho do filme?
Lindo, lindo e lindo!
Ah!!! E ele ganhou o Oscar dos cachorros...rsrsrs
sim, tem um premio para isso...
Eu não sabia, quem me contou foi o Bruno...
Bjs...

Leandro Faria disse...

Você jura que tem um Oscar dos cachorros????
#Morri

Eu devo ver o filme ainda essa semana. Fiquei curioso com os prêmios, com as imagens e com a crítica do Bruno.

Sobre esses prêmios doidos, eu morri de rir com os indicados ao Framboesa de Ouro e o Adam Sandler concorrendo a pior ator e pior atriz, hahahaha

Bruno SM disse...

Ele ganhou o Golden Collar, o Oscar para os cães. Concorreu com o doberman Blackie, de "A Invenção de Hugo Cabret", por exemplo.
E foi muito merecido!

Giselle disse...

Eu super acho que esses prêmios doidos valem uma matéria.

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