24 de fev de 2012

Os Descendentes, de Alexander Payne



Bem, antes do filme, propriamente dito, uma dúvida: alguém aí já foi ao Havaí? Se foi, é certo que os homens usam, SEMPRE, camisa florida/estampada e/ou bermuda e/ou sandálias, como mostrado na tela?

Agora sim, vamos ao que interessa... Os Descendentes, filme de Alexander Payne, nos brinda com um breve momento da vida de Matt King (George Clooney), um marido ausente, pai de duas meninas – a adolescente Alexandra e a pré-adolescente Scottie –, que se vê obrigado a rever seus erros e buscar novas perspectivas para suas relações após um trágico acidente sofrido por sua esposa, Elizabeth.

Matt é um cara bastante comum – ok, talvez o fato de morar no Havaí e ser um dos herdeiros e principal responsável pela venda de milhares de hectares de natureza intocável do local não seja tão comum, assim como seu (sem) jeito de correr (me lembrou muito o Big Boss aqui do blog). Mas é um homem como muitos outros: ausente, ligado ao trabalho, distante da família e econômico, pra não dizer “pão-duro”. E é logo após o acidente que somos apresentados a ele, assim como temos contato com sua nova rotina, seu relacionamento com as filhas quase desconhecidas, a venda do terreno numa operação milionária e cheia de interesses e alguns detalhes do passado que virão atormentar ainda mais sua vida.

O que vemos, na verdade, é um filme exatamente sobre a vida. Sim, sobre o cotidiano de uma família, seus problemas, seus erros, suas mágoas. Um trabalho belíssimo de Payne. Clooney, é claro, se destaca. Merece disputar o Oscar de Melhor Ator. Mas, não podemos deixar de lado a atuação de Shailene Woodley, sua filha Alexandra, que tem papel fundamental nesse turbilhão de emoções que se tornou a vida de Matt.

O filme é triste, mas belo. É engraçado, mas trágico. É simples, mas comovente. Ou seja, é igual a vida de muitos de nós. Erros, acertos, mágoas, alegria, perdas, tudo se mistura com perfeição nessa obra, vencedora do Globo de Ouro 2012 de Melhor Filme – Drama e indicado ao Oscar de Melhor Filme. Além de um deleite visual, a obra nos faz pensar em nossas relações rotineiras e em como tudo pode mudar num piscar de olhos.
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2 comentários:

Myrianna Albuquerque disse...

Como você diz: o filme é triste, mas belo. A história daqueles personagens surpreende e encanta. Um dos melhores que vi este ano.

Leandro Faria disse...

Na lista para ser assistido.

E será que temos de ir ao Havaí pra tirarmos a prova do uso das camisas floridas? rs

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