16 de fev de 2012

Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, de David Fincher


The Millennium Trilogy faz parte da obra do escritor sueco Stieg Larsson e o primeiro dos três livros é o material que originou a esse filme dirigido pelo americano David Fincher. Dito isso, esclareço que nunca li nenhum dos livros de Stieg Larsson, tampouco vi os três (elogiados) filmes suecos baseados na obra do autor. Assim, foi com olhos de um espector sem nenhum referencial que fui ao cinema assistir ao filme de Fincher. E, só posso descrevê-lo da seguinte forma: que filmaço!

Contando com uma trama intrincada, acompanhamos a queda do jornalista Mikael Blomkvist (Daniel Craig), condenado a pagar uma indenização milionária depois de um julgamento por calúnia causado por uma reportagem sua sobre um empresário na revista Millennium. Com a repercussão pública do caso, Blomkvist acaba aceitando a oferta de um dos homens mais ricos da Suécia, Henrik Vanger (Christopher Plummer), para investir um crime ocorrido há 40 anos e que envolve a sobrinha do empresário.

Em paralelo, acompanhamos um pouco da vida de Lisbeth Salander (Rooney Mara, excepcional e indicada ao Oscar de Melhor Atriz pelo papel), uma investigadora particular, sob a tutela da justiça devido ao seu passado obscuro. Em determinado momento da trama, os caminhos de Lisbeth e de Blomkvist se juntam e ambos passam a trabalhar juntos para desvendar o mistério proposto por Vanger.

Com muitas surpresas e reviravoltas, Os Homens Que Não Amavam as Mulheres prende do início ao fim de seu enredo, fazendo que quase não se sinta o tempo passar ao longo de seus 152 minutos. Com uma fotografia deslumbrante, a imensidão branca da neve sueca salta aos olhos, causando uma sensação de desconforto apesar dos amplos espaços abertos vistos em cena.

É de se elogiar a decisão de David Fincher em manter a história em sua terra original, nos levando a paisagens desconhecidas da Suécia. Qualquer outro diretor poderia ceder à tentação de "americanizar" a história, ambientando a trama para um ponto qualquer dos EUA. Fincher mantém o enredo em seus país de origem, o que é um grande acerto para o filme como um todo.


Contando com um elenco excelente - o que é uma especialidade de David Fincher, que consegue arrancar ótimas interpretações em quase todos os seus filmes, vide Clube da Luta e A Rede Social, apenas citando dois exemplos -, é impossível não destacar o trabalho de Rooney Mara e sua Lisbeth. Com uma caracterização toda própria da jovem, a atriz rouba a cena e a nossa atenção com sua interpretação convincente, que nos faz torcer por Lisbeth, seja em sua vingança contra um novo tutor abusador, seja em seu sucesso na investigação ao lado de Blomkvist.

Tendo em vista o sucesso da obra de Stieg Larsson e a boa receptividade do público à transposição para as telas do primeiro livro da trilogia Millennium, só nos resta aguardar os novos capítulos da fascinante história de Lisbeth e Blomkvist.
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