26 de mar de 2012

Jogos Vorazes, de Gary Ross

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Esperava bastante de Jogos Vorazes, principalmente por toda a propaganda criada para o filme. Como não li o livro - até agora - me sinto à vontade para dizer que o filme superou - e muito - às minhas expectativas.

Num futuro distante, 24 adolescentes (entre 12 e 18 anos) precisam lutar até a morte nos Jogos Vorazes, um reality show anual na nação Panem - o que era a América do Norte. Esses jogos são, na verdade, um castigo imposto pelo tirano local aos 12 distritos de Panem, depois de um levante armado contra a capital.

O evento é quase uma Copa do Mundo para a população, tendo torcida, patrocinadores, apresentador (Stanley Tucci, perfeito) e câmeras por todos os lados. A morte dos partipantes parece ser um mero - e essencial - detalhe.


É nesse contexto que conhecemos Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence - excelente!). Ela se voluntaria a participar dos jogos após sua irmã mais nova ser a sorteada pelo Distrito 12. Boa caçadora e excelente com o arco-e-flecha, rapidamente ela se torna uma das favoritas aos jogos, ao contrário de seu parceiro de distrito, Peeta Mellark (Josh Hutcherson). Entretanto, a parceria dos dois será fundamental para a sobrevivência de ambos.

Jogos Vorazes não é um mero blockbuster que veio substituir Harry Potter em nossos cinemas como franquia voltada para o público jovem. Ele tem vida própria e potencial para agradar a todos, sejam jovens, adultos, se já leram ou não os livros. Gary Ross (Seabiscuit) dirige uma bela obra, que conta com um elenco afinado, liderado com maestria por Jennifer Lawrence. Destaque, também, para Stanley Tucci, o Pedro Bial melhorado do programa.


O filme nos faz refletir sobre vários pontos. O primeiro é sobre a febre de reality shows. Será que algum dia não seremos brindados com algo desse tipo? E, pior, não iremos apreciar, tal qual a população de Panem? Segundo, será que a mídia tem tanto poder sobre nossas vidas a ponto de um programa assim ser tão valorizado por todos - talvez um reflexo da sociedade do espetáculo e da indústria cultural? E, por último, a tirania dos governantes em nosso mundo real, já vista e revista por muitos países, não seria uma forma menos glamourousa dos jogos?

O fato é que o filme agrada - e muito! Já espero os próximos capítulos da série no cinema - e também os livros. Este é o início de uma nova franquia de sucesso em Hollywood. Mas, desta vez, com uma qualidade bem superior às demais.
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