22 de mar de 2012

John Carter: Entre Dois Mundos, de Andrew Stanton

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Tinha tudo para ser um excelente filme, com um enredo interessantíssimo. Entretanto, algo se perde até a metade da exibição. Mas pelo menos, neste caso, o fôlego é recuperado a partir daí para chegar num final muito bom.

Bem, sei que essa introdução pode - e deve - ser utilizada para vários filmes, mas é exatamente isso que achei de John Carter: Entre Dois Mundos.

O capitão americano John Carter (Taylor Kitsch), faleceu no planeta Terra, no século XIX, deixando uma carta - e muito ouro - como herança para seu sobrinho, falando sobre uma incrível passagem para Marte e suas aventuras no Planeta Vermelho, em meio a uma guerra. Em Marte, Carter se torna "Virgínia" e é a esperança de toda a população local para evitar a devastação do planeta habitado por seres gigantes de cor verde e humanos, entre eles a bela princesa Deja Thoris (Lynn Collins).
Desde o início do filme, temos a sensação de "já vi isso antes". A linda princesa que é prometida ao vilão em troca da não aniquilação do povo local. O cara estranho que chega ao planeta como a salvação da pátria. Ou seja, clichês e mais clichês. Além de podermos encontrar referências de vários títulos no filme, como Avatar, por exemplo.


Entretanto, como eu disse no início, o enredo é dos mais interessantes. Um medalhão que leva a pessoa para Marte, deixando na Terra uma espécie de cópia do corpo, sem vida. E há também os "protetores" de Marte, que viajam entre o planeta e a Terra para proteger a entrada do Planeta Vermelho e, claro, fazem o possível para explorar os recursos marcianos com o próposito do bem maior - será mera coincidência com o modo com exploramos o nosso Planeta? É ou não é curioso, no mínimo?

O fato é que, apesar de inconstante, John Carter: Entre Dois Mundos é uma bela homenagem ao personagem, criado no início do século XX (1912), por Edgar Rice Burroughs (criador também  de Tarzan). Poderia ser melhor explorado, ter um roteiro melhor, menos clichês. Mas merece e deve ser visto. Se "esquecermos" a (sonolenta) primeira hora, então, o filme passa a ser muito bom, com batalhas bem realizadas, efeitos de primeira e um final dos mais inteligentes.

Ou seja, apesar dos pesares, John Carter vale o ingresso!
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3 comentários:

Anônimo disse...

Não vale
Vi o filme e a única coisa que me passava na mente era "por que estou aqui?"
Mau escrito, roteiro falho, cansativo ou seja um desastre com efeitos bem produzidos.

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Anônimo disse...

Eu assisti o filme e achei uma bosta

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