2 de mar de 2012

A Mulher de Preto, de James Watkins

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Primeiro filme de Daniel Radcliffe depois do fim da franquia Harry Potter, A Mulher de Preto leva o ator inglês para um mundo repleto de nevoeiros e que pode lembrar, mesmo que discretamente, a trama de J.K. Rowling, graças à sua pegada sobrenatural. Entretanto, algo é inegável: Radcliffe apresenta um bom desempenho, ao ponto de eu sequer compará-lo a Harry. E isso, em minha opinião, é ótimo para um ator que já declarou, mais de uma vez, não querer ficar estigmatizado por um único papel.

A produção inglesa, dirigida por James Watkins, pega uma história conhecida na Inglaterra (que já rendeu até mesmo uma minissérie nos anos 90) e a leva para as telas dos cinemas, com um resultado interessante em um bom filme, que deixa a desejar apenas em seu final um tanto quanto bobo e anticlimático.

Em A Mulher de Preto acompanhamos o drama do advogado londrino Arthur Kipps, vivido por Radcliffe: há três anos sua vida mudou quando sua esposa morreu durante o parto de seu filho. Desde então, Arthur se tornou um homem recluso e agora, para salvar o seu emprego, é enviado para o pequeno vilarejo de Crynthin Gifford, para reunir documentos referentes a um cliente da firma de advocacia da qual é empregado, cuja morte aconteceu recentemente. É nessa viagem que Arthur se vê numa situação de suspense e tensão que o mudará para sempre.


Usando o argumento da vila amaldiçoada, o filme carrega nos tons escuros e nas imagens em meio a nevoeiros, o que cai muito bem na história, que é um clássico filme de terror, com bons sustos e uma trama com uma surpresa no final. A Casa Eel Marsh é assim, quase um personagem da trama, já que a referida Mulher de Preto do título do filme habita no local, que guarda os segredos da história.

Sem revelar spoilers, digo apenas que o final do filme me pareceu um tanto quanto previsível, com uma resolução boba para uma história que vinha se mantendo interessante até aquele momento. E apesar dos sustos, da existência de fantasmas e de uma maldição, a história acaba nos pegando mais pelo seu apelo psicológico, pela curiosidade e pelo clima sombrio apresentado.

A Mulher de Preto pode não se tornar um clássico, mas se for encarado como diversão descompromissada pode valer o preço do ingresso e proporcionar um ou outro susto aos mais medrosos.

1 comentários:

Anônimo disse...

sei lá depois de harry potter, creio q não há outro que possa substituílo...adeus harry

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