24 de abr de 2012

Espelho, Espelho Meu, de Tarsem Singh

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Sabe quando você assite a um trailer e sua intuição apita, dizendo "não assista, vai ser uma roubada"! Então, esse é o caso de Espelho, Espelho Meu. Não que o filme seja de todo ruim. Não é. Mas falta muito para ser um filme razoável, pelo menos.

A bela princesa Branca de Neve (Lily Collins) vive aprisionada por sua madrasta, a Rainha Má (Julia Roberts), que assumiu o Reino Encantado após o desaparecimento do Rei. Como nem tudo são flores, o Reino está cada vez mais falido e a a Rainha Má vê no rico Príncipe (Armie Hammer) sua chance de salvação - mais de sua bela vida do que do próprio reino. O único detalhe que atrapalha a Rainha é que o Príncipe está apaixonado por Branca de Neve. Com isso, a princesa é expulsa para a floresta - quando deveria ter sido assassinada -, onde ela terá a ajuda dos anões-gigantes para reconquistar seu trono e rever  seu Prícipe Encantado.

Infelizmente, o filme não empolga. Pelo contrário. As invenções inseridas na fábula dos irmãos Grimm são risíveis - e isso não é um elogio. Em alguns momentos não se sabe se vemos Branca de Neve, Robin Hood ou alguma espécie de Todo Mundo em Pânico. O roteiro é simplório. Visualmente, o filme também é pobre - com destaque, negativo, para o péssimo figurino - e estou sendo bastante generoso (dá para conferir na imagem abaixo).


Mas, para não dizer que tudo são trevas, Julia Roberts está impagável como Rainha Má. Sua atuação salva - um pouco - o trabalho. E Lily Collins também se mostra uma perfeita Branca de Neve, desde sua primeira aparição na tela.

Ou seja, o filme é uma tradução do trailer: ruim. Nem as poucas coisas boas salvam Espelho, Espelho Meu. Os irmãos Grimm, com certeza, não aprovariam.
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