24 de abr de 2012

Grey's Anatomy - 08x20 - The Girl With No Name

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Uma das coisas que sempre gostei em Grey´s Anatomy eram os casos bizarros e, muitas vezes, as metáforas que eles representavam na vida daquele grupo de cirurgiões. Sempre me pareceu que Shonda Rimes vivia mergulhada em pesquisas sobre doenças bizarras e casos surreais e nos brindava com os resultados que encontrava, agregando essas histórias à vida de nossos personagens. Entretanto, apesar dos casos continuarem ali, há muito eu não me interessava verdadeiramente pelos pacientes, já que eles eram/são meros coadjuvantes para os verdadeiros protagonistas dessa história. Nesse The Girl With No Name isso mudou um pouco e foi impossível não embarcar com Grey nas dores vividas pela menina sequestrada quando criança que passou a infância e adolescência sofrendo abusos de seu sequestrador/abusador. Eu, que sou fã de Criminal Minds, quase vi um crossover das duas séries, se a jovem tivesse sido resgatada pela BAU e entregue à equipe de Hunt. Mas, divago...


Apesar de um caso forte e interessante, o episódio também nos lembrou de algo que muitos fãs preferem ignorar: esse grupo que está hoje no Seattle Grace pode não continuar ali. É o quinto ano e eles devem fazer escolhas, mirar novos programas que lhe sejam interessantes para aperfeiçoar a área de cirurgia escolhida. Isso, é claro, sem contar com o que efetivamente importa nesse caso: a renovação ou não do contrato dos atores para uma nova temporada. E não é de hoje que determinados nomes do elenco (oi, Ellen Pompeo; oi  Patrick Dempsey) se mostram inclinados a não renovar seus contratos, focando a carreira em novos projetos profissionais.

Enquanto Yang é disputada por vários hospitais dos EUA, recebendo mimos diversos de cada um deles, os outros internos tem de lidar com o fato de terem de ser indicados, participar de entrevistas e de optar no que fazer de suas carreiras. Pesa nessa hora a questão de mudar-se para outro estado (Meredith), o nome da família e o motivo de ser escolhido (Avery), a própria competência (Kepner) e, por que não, a falta de vontade dos cirurgiões do Seattle Grace em abrir mão de um bom profissional (Karev). 

Já Bailey teve de confrontar o próprio pavor de perder o filho, ao lidar com a jovem sequestrada. As cenas de Miranda desesperada na creche porque Tucker não se encontrava lá só compravam (mais uma vez) o talento da atriz Chandra Wilson.


O mesmo se pode dizer do personagem interpretado por James T. Pickens, o eterno chief Webber. Fico imaginando o que é ver a pessoa que você ama apagando você da memória e até mesmo se apaixonando por outra na sua frente. Como lidar?

Entrando nos episódios derradeiros da temporada, Grey's Anatomy deve focar nas escolhas dos residentes e se aprofundar (ainda mais) no fim (?) do casamento de Cristina e Owen. De boa, que venham os próximos capítulos dessa temporada memorável que já é uma das melhores de toda a série.
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