19 de abr de 2012

Heleno, de José Henrique Fonseca


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Numa época em que tanto ouvimos falar sobre os problemas e polêmicas do (ex)jogador Adriano, das diversões de Ronaldinho Gaúcho e outros vários exemplos onde o futebol se mistura à realidade nada profissional vivida por seus astros, vemos em Heleno uma espécie de precursor do "jogador-problema", do craque que vira manchete não só pelo bom futebol, mas também pelas polêmicas fora dos gramados. E também uma figura que pode ter sua vida considerada um exemplo do que não ser feito pelos jogadores atuais.

Heleno de Freitas, ídolo botafoguense - mas que nunca ganhou um título pelo clube - pode ser considerado o primeiro galã do futebol brasileiro. Um dos maiores jogadores de sua geração, Heleno dividia sua vida entre o futebol, o glamour do Copacabana Palace e as mulheres. Com temperamento explosivo, era amado e odiado por torcedores, dirigentes e companheiros de time. Um autêntico bon vivant, que morreu aos 39 anos, num sanatório, vítima de sífilis.



O filme, em preto e branco, é baseado num personagem: Heleno. Os demais são meros coadjuvantes para o brilho do protagonista, vivido com maestria por Rodrigo Santoro. Ele é a base do filme, naquela que considero a maior atuação de sua carreira. Ele incorpora Heleno de Freitas. Dos bons tempos como jogador à época da doença, Rodrigo é um espelho de Heleno. Alinne Moraes, Angie Cepeda e Erom Cordeiro completam a sustentação do filme e a excelência nas atuações.

Talvez o roteiro pudesse explorar melhor outros fatos da vida de Heleno, como sua relação com a família e sua infância, já que temos contato com um Heleno já adulto e uma celebridade no mundo do futebol. As idas e vindas entre passado e presente também cansam. Mas, o filme agrada, porque conseguimos enxergar a realidade vivida pelo personagem, numa viagem no tempo realizada por José Henrique Fonseca, que consegue nos fazer mergulhar na vida e nos exageros de Heleno de Freitas.


Não é um filme sobre futebol, mas um filme onde o futebol, a paixão pelo esporte, serve como uma das bases de vida do personagem. Ele ama o futebol. E vive pelo futebol, mas não só por ele. A torcida com certeza irá aplaudir o filme. Mais ainda a atuação do astro, do craque Rodrigo Santoro.
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1 comentários:

Anônimo disse...

O filme não é bom, apesar da magnífica atuação de Rodrigo Santoro. Se ele fosse americano tenho certeza que ganharia o Oscar. Mas, voltando ao filme, tantas idas e vindas e, principalmente, abordagem superficial do personagem principal fazem com que o filme fique muito chato. Quem vê o filme fica sem entender quase nada da vida do Heleno.

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