1 de abr de 2012

Jogos Vorazes, de Suzanne Collins

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Comecei a leitura de Jogos Vorazes logo depois de assistir ao filme baseado nos livros no cinema. Eu já havia lido sobre a trama tempos atrás e pretendia conferir a história assim que fosse possível. Entretanto, com uma lista de livros a serem lidos antes, fui deixando pra depois e pra depois, até que o filme chegou aos cinemas e acabei conferindo primeiro a versão cinematográfica da história. E fiquei tão impressionado com o longa dirigido com Gary Ross que comecei imediatamente a leitura do livro que originou o filme. E como me arrependo de não ter feito isso antes. 

Primeiro volume de uma trilogia escrita por Suzanne Collins, Jogos Vorazes é viciante. Na história acompanhamos as desventuras de Katniss Everdeen num futuro distópico onde a América do Norte não existe mais e, sobre ela, foi erguido um país chamado Panen. Formada por 12 distritos comandados a mão de ferro por uma Capital, Panen é uma nação díspar, que em tempos passados viveu uma dolorosa guerra civil vencida pela Capital. A partir do Tratado da Traição, assinado depois desses eventos, surgiram os Jogos Vorazes que dão título ao livro.

Para os Jogos Vorazes, realizados anualmente, cada distrito deve enviar dois "tributos" - um jovem e uma jovem entre 12 e 18 anos - para uma competição de vida ou morte. Transmitida ao vivo pela televisão, num verdadeiro reality show sangrento, a competição acompanha esses 24 tributos presos dentro de uma arena gigantesca, lutando contra si mesmos e enfrentando outros desafios, onde apenas um sairá com vida, sagrando-se o vencedor dos Jogos Vorazes daquele ano. 

Quando Primrose Everdeen, irmã mais nova de Katniss, é selecionada para representar o miserável Distrito 12 na 74ª edição dos Jogos Vorazes, a jovem se oferece no lugar da irmã. Junto com Peeta Mellark, o tributo masculino do Distrito 12, Katniss parte para a Capital onde se vê numa nova realidade que a mudará para sempre.

Levando um tema atual para uma futuro distópico, Suzanne Collins é rápida em fisgar nosso interesse e em nos deixar pensativos durante e após a leitura. Conhecendo a história humana, repleta de atrocidades e genocídios em prol de objetivos "maiores", quão real não poderia se tornar a trama de Jogos Vorazes? Se atualmente nos divertimos com programas como Big Brother e Survivor, o que nos impediria de acompanhar com interesse uma disputa mortal nas telas de nossas televisões?

Com uma narrativa vigorosa, Suzanne Collins conta a história do ponto de vista de Katniss, que narra toda a trama em primeira pessoa. Assim, é impossível não nos envolvermos com a protagonista, embarcando em seus medos, compartilhando suas dores e torcendo por seu sucesso nos Jogos Vorazes.

Com capítulos curtos e bem estruturados, Jogos Vorazes parece chegar ao fim muito rapidamente, apesar de suas quase 400 páginas de história. E, se o final do primeiro livro poderia encerrar de forma quase satisfatória a história, é um alívio saber que ainda tenho dois volumes para acompanhar os sabores e dissabores da vida de Katniss Everdeen.

E, como bem diz determinada personagem num ponto da história:

Feliz Jogos Vorazes! E que a sorte esteja sempre a seu favor!
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