3 de abr de 2012

Pop 5ive: Séries Literárias Infantojuvenis




Ler é um vício saudável. Eu, que peguei gosto pela leitura logo cedo e que me deliciava com as histórias de Monteiro Lobato e com os livros da série Vaga-Lume (saudade boa daquelas histórias!), cresci lendo de tudo um pouco, dos clássicos aos livros mais comerciais e sempre descobrindo novas histórias e personagens para me acompanhar em minhas viagens solitárias, com um livro como melhor amigo.

Nesse meio tempo, conheci autores consagrados e outros nem tanto, tramas intricadas e outras imensamente idiotas. Além disso, fui apresentado a algumas histórias que não terminavam quando eu chegava ao fim de um livro, mas que se tornaram verdadeiras (e lucrativas) séries literárias.

Assim, o Pop 5ive de hoje é com algumas das mais famosas e conhecidas séries literárias atuais, que produziram (e produzem) personagens carismáticos que, pelo menos nos casos citados, ganharam a vida fora das páginas dos livros, conquistando espectadores nos cinemas e na televisão.

Sem mais delongas, o meu Pop 5ive de Séries Literárias Infanto-Juvenis, sem ordem de preferência e de forma aleatória:
  • Harry Potter

Lembro que, muito antes de os filmes de Harry Potter serem sucessos de bilheteria mundial, fui um pouco resistente quando uma amiga me indicou o primeiro livro da série, Harry Potter e a Pedra Filosofal, como leitura imperdível. Um bruxinho com uma cicatriz de raio na testa indo para uma escola de bruxaria me pareceu simplório e infantil ao extremo e, extamente por isso, resisti o máximo que pude em começar a leitura. Tolo que fui, é o que posso dizer.

A série criada pela britânica J. K. Rowling entra fácil para a minha lista de melhores livros lidos, já que me envolvi totalmente com a história que, livro a livro (num total de sete), vai se tornando mais adulta e sombria. Assim, se no primeiro livro temos um Harry criança e até mesmo o tom da história é mais solar, em Harry Potter e as Relíquias da Morte a trama é sombria, onde não existe a garantia de que nenhum personagem que aprendemos a amar estará vivo ou não ao final do livro. 

Mais do que uma série de livros, J. K. Rowling criou um fenômeno editorial que apresentou a literatura a muitas crianças e conquistou o coração de jovens e adultos que ainda hoje se recusam a se despedir de Harry Potter e seu mundo mágico.
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  • Crepúsculo

Se Harry Potter trouxe os bruxos para o foco das atenções, Stephenie Meyer colocou os vampiros novamente em voga. Mesmo tendo de convir que os vampiros da saga Crepúsculo são um tanto quanto idealizados e insuportavelmente chatos, não dá para negar o apelo da série no público púbere feminino.

Contando o envolvimento amoroso entre Bella, uma humana, com Edward, um vampiro centenário, Stephenie Meyer subverteu as regras ao criar vampiros que brilham ao sol, lobisomens que são verdadeiros sex symbols e personagens mais rasos que um pires. E se você avança na leitura dos livros, sobrevive à infinita chatice do segundo exemplar, Lua Nova, e chega ao fim do quarto e último volume, Amanhecer, são e salvo, sou obrigado a perguntar: por que diabos leu essa porcaria mesmo?

A resposta deve estar em tentar entender o fenômeno e o que atrai tanta gente interessada numa história boba e descartável. Pois é, não tem porquê. Mas, verdade seja dita, se a escrita de Stephenie Meyer é porcamente descartável (e há quem chame J. K. Rowling de prolixa, meu Deus!), a autora conseguiu o feito de criar uma enorme base de fãs, capazes de se apaixonarem por um casal mais insosso do que água de chuchu.
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  • Percy Jackson e os Olimpianos

Imagine se todas as histórias da mitologia grega que aprendemos na escola fossem reais. Se deuses como Zeus, Dionísio, Poseidon e Afrodite realmente existissem e seus filhos fossem semi-deuses, verdadeiros heróis na Terra? Pois é esse mote que Rick Riordan utiliza na série Percy Jackson.

Na história, acompanhamos Percy, que descobre que na verdade é um semi-deus e que seu pai é Poseidon, o deus dos mares. Enviado para o acompamento meio-sangue, Percy (e nós) descobrimos que os humanos normais tem a mente envolta por um "névoa" que impede que observem a realidade de monstros, deuses e semi-deuses à sua volta. Mais que isso, todos os monstros lendários, como a Medusa e o Minotauro, por exemplo, podem voltar à vida a qualquer momento, já que eles nunca morrem efetivamente; apenas ficam um tempo se "recompondo" depois de mortos derrotados. 

Enquanto lida com todas essas informações, no decorrer dos cinco livros da série Percy é obrigado a lutar com uma ameaça maior, já que Cronos, o grande titã, planeja o seu retorno e ameaça a deuses, semi-deuses e humanos. 

Boa leitura descompromissada, a prosa de Rick Riodan nos ganha de imediato, principalmente por brincar com o que já conhecemos de mitologia grega, trazendo a todo o tempo para os dias atuais personagens e fatos que sempre julgamos estarem guardados em algum lugar da história e na Grécia Antiga. Professor de história, Rick Riordan mostrou-se com a série Percy Jackson um excelente contador de histórias.
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  • The House of Night
Depois que Crepúsculo revitalizou o tema, surgiram muitos livros com os seres das trevas como protagonistas de suas histórias. Entre eles, um me chamou a atenção: Marcada, o primeiro livro da série The House of Night. Tomando também a liberdade de "corromper" algumas crenças amplamente conhecidas sobre os vampiros, as autoras P.C. e Kristin Cast, mãe e filha, criaram uma trama interessante, protagonizada por uma jovem que se descobre vampira ao ser marcada como tal.

Na mitologia da série, os vampiros "saíram do armário" e, para se tornar um deles basta que você seja "marcado" como tal. Quando isso acontece, é direcionado para uma escola preparatória, onde é treinado para a vida de vampiro ao mesmo passo em que a transformação acontece - e muitos não sobrevivem a ela. Quando Zoey Redbird é marcada que tem início a trama e é com ela que adentramos no mundo da Morada da Noite.

Bem mais atiradas (e divertidas) que Stephenie Meyer, P.C. e Kristin Cast tratam de assuntos que envolvem a descoberta sexual e pessoal dos personagens, enquanto o mundo retratado na história vai, com o passar dos livros, se transformando num caos. Com oito volumes lançados no Brasil, a previsão é que a série The House of Night chegue a um total de 12 livros, o que pode desanimar algumas pessoas e animar outras tantas.

Em minha opinião, a série diverte, fazendo isso de forma simples, sendo uma excelente leitura para os momentos de ócio.
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  • Jogos Vorazes

Certamente a mais adulta dessas séries, Jogos Vorazes é a atual queridinha do momento, com o primeiro filme baseado nos livros como um sucesso arrebatador de público e crítica. A trama de Suzanne Collins é uma trilogia composta pelos livros Jogos Vorazes, Em Chames e A Esperança. A história se passa num futuro distópico, onde a América do Norte deixou de existir e, sobre ela, foi erguida Panen, uma nação formada por doze distritos e uma Capital. É nessa realidade que existem os Jogos Vorazes que dão título à série e ao primeiro livro, e que são uma espécie de Big Brother ao extremo: como forma de punição por uma revolta no passado, a cada ano dois jovens entre 12 e 18 anos, um menino e uma menina, devem ser enviados à uma competição transmitida ao vivo para todo o país onde devem lutar até a morte, com apenas um deles sagrando-se vencedor.

É assim que conhecemos Katiniss Everdeen, a protagonista e narradora da história, que ao ver sua jovem irmã de 12 anos ser selecionado para representar o paupérrimo Distrito 12 nos Jogos Vorazes se voluntaria para lutar em seu lugar. Ao lado de Peeta, o outro jovem do Distrito 12 na disputa, Katniss acaba se tornando uma das favoritas da história que, com o passar da série se mostra como uma diversão pretensiosa e que nos faz pensar sobre política e sociedade de forma simples e objetiva. Fazendo alusão direta a acontecimentos do nosso tempo, a realidade distópica de bárbarie e desparadoxos sociais de Panen são como um tapa na cara dos leitores que devoram vorazes a trama, muitas vezes sem perceber a fina ironia da escrita de Suzana Collins.

Mais do que um livro bobinho como tantos que infestam as livrarias, Jogos Vorazes é leitura para jovens, mas que pode (e deve) ser encarada por gente grande.
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A lista poderia se estender e incluir diversos outros livros. Entretanto, tentei me focar apenas em séries que tenha lido pelo menos um dos livros para poder escrever com propriedade. Assim, que tal ampliarmos ainda mais a lista? Além de dar a sua opinião sobre os livros citados, a caixa de comentário também serve para você contar qual a sua série de livros infanto-juvenis preferida. Quem sabe sua indicação não me aguça a curiosidade para ler a história?

Aguardo seus comentários, críticas e sugestões!

3 comentários:

Antonio Carneiro disse...

Faltou Artemis Fowl!

Joaquim disse...

E a série Vagalume.

Anônimo disse...

Harry Potter pegou minha adolescência, era vidrada nos livros e nem tanto nos filmes... Vc falou tudo que eu penso que crepúsculo! Não consegui ler e odeio os filmes a Kristen Stewart é a mesma cara pra tudo! Horrível... Percy Jackson eu gostei, apesar de não ter lido ainda todos... O The House of Night já ouvi falar, li algum comentários sobre eles... Mas não fui com a cara da historia. Agora Jogos Vorazes?! Perfeito... Eu não sei nem explicar o meu encantamento pelo livro. Estava lendo As Crônicas de gelo e fogo Festim de corvos livro 4. Quando terminei fiquei sem ter o quer ler. Comecei a vê os comentários sobre os jogos e comprei... Simples e perfeito! ESTOU LENDO PELA 2º VEZ.

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