6 de jun de 2012

Melancia, de Marian Keyes

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Faz tempo que os livros "mulherzinha" fazem sucesso. E O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding, talvez seja o maior exemplo de sucesso do gênero.

Eu, que sou um consumidor voraz de qualquer tipo de literatura, há muito ouvia e lia falar sobre Melancia, de Marian Keys. Mas, com uma lista enorme de livros a ler, acabei deixando a curiosidade de lado. Até que um belo dia me deparei com um exemplar do livro em questão, na versão pocket, por um valor muito razoável (R$ 9,99) e acabei comprando o dito cujo.

Meses depois, quando me vi abandonado pelas aventuras de Katniss Everdeen e ainda lamentando o fim da trilogia Jogos Vorazes, decidi encarar a história de Claire, a protagonista de Melancia. E acabei me divertindo com uma história que poderia ser a de qualquer mulher casada na faixa dos 30 anos.


A premissa é bem simples: depois de ter sua primeira filha, a jovem Claire, ainda no hospital, é abandonada por seu marido, James, que a trocou por uma mulher... mais velha e feia que ela! Sem chão e desesperada com a situação, Claire se muda de Londres para Dublin, onde seus pais vivem, para tentar superar a situação. É em Dublin que a personagem descobre-se mais forte do que pensou ser, enquanto recomeça sua vida.

A escrita da irlandesa Marian Keys é simples, direta e narra a história do ponto de vista de Claire. Assim, é divertido acompanhar os devaneios da protagonista enquanto tenta assimilar tudo que lhe aconteceu, ao mesmo tempo em que não aceita esses fatos. Quando um novo homem surge em sua vida, fazendo-a sentir-se novamente viva, é hilário e, ao mesmo tempo, dramático, vivenciar a situação por seu ponto de vista.

Sucesso de crítica e angariando cada vez mais leitores com o passar do tempo, Melancia revelou Marian Keys para o grande público e foi o primeiro de uma série de sucessos (que ainda não li) da autora, como Férias!, Sushi e Casório?!.

E, para os mais desavisados, o nome do livro faz referência ao formato que o corpo da protagonista tomou logo depois de dar à luz. O que acaba sendo até mesmo bobo, já que Claire nem fica tanto tempo assim na história fora de forma. Independente disso (e da minha opinião, é evidente), o nome agradou, como prova o sucesso do livro.

Bobinho, mas adoravelmente viciante, Melancia não é nenhuma obra-prima, o que é coerente, já que claramente não se pretende isso. Entretanto, vale a leitura e os momentos de descontração que poderá proporcionar.

Marian Keys, por outro lado, ganhou mais um leitor. Pode não ser imediatamente agora, mas pretendo conferir os outros livros e trabalhos da autora. Se forem tão fúteis e divertidos como Melancia, já valerão a pena.
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