18 de jun de 2012

Prometheus, de Ridley Scott


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Quando Ridley Scott (que já foi rei em Hollywood, mas seguiu um caminho um pouco estranho, fazendo qualquer filme com Russel Crowe e entrando em projetos duvidoso) anunciou que um prequel de Alien estava para sair, os fãs de ficção se animaram. Obra prima do cinema, Alien teve continuações - todas ótimas, exceto a quarta - e marcou uma geração. Saber de onde vinha tudo aquilo, com os recursos de computação gráfica atuais e a tecnologia do 3D; tinha tudo para dar um filme ótimo. Não foi bem assim, mas Prometheus consegue convencer o espectador, ainda que seu roteiro tenha crateras.

O filme se passa em 2093, quando uma nave bancada por um milionário maluco, vivido pelo irreconhecível Guy Pearce, ruma a Prometheus, único planeta que se assemelha ao de pinturas rupestres de civilizações pelo canto do mundo. Amparado na tese de 2 cientistas, uma vivida pela ótima Noomi Rapace, a nave encontra o que pode ser a origem da humanidade, ou também seu fim.

A história é promissora, porém o filme se afunda ao tentar explicá-la. Os erros começam já nas primeiras cenas, quando os cientistas tentam, em uma pequena palestra de 3 minutos, explicar o porque da missão. Seria um motivo bem besta para gastar 1 trilhão de dólares. E a motivação do milionário também ficou bem vaga. Uma pena, já que todas as cenas de ações são dirigidas com a maestria costumeira de Scott. O fraco roteiro não prejudica de toda forma o filme, mas levanta questões que ele não responde.


O filme se segura mesmo por conta dos atores. Noomi Rapace prova que é talentosa e pode fazer longa carreira em Hollywood; e Charlize Theron poderia investir mais em vilãs, já que está ótima no papel de chefe da tripulação. Mas o destaque mesmo vai para Michael Fassbender: interpretando David, o robô, ele simplesmente rouba todas as cenas, fazendo com que seus gestos mecânicos exprimam um caráter dúbio e motivações complexas. Seria David um robô sem sentimento? Em uma das melhores cenas do filme, David trava um questionamento sobre criador-criatura com Charlie, vivido por Logan Marshall Green. Quase um Lawrence da Arábia (as citações ao filme são ótimas) do espaço, o filme é de David e de Michael Fassbender.

Os efeitos são impressionantes, assim como todo o design de interiores. Excelente como espetáculo visual, mas frustrante quando o assunto é roteiro, Prometheus é um filme de ação eficiente, que prende a atenção pelo frenesi de suas cenas, mas não pelo clima de tensão e de suspense de Alien que aliás, são inexistentes no filme. E por falar em Alien, a conexão com o filme de 1979 ficou apenas na cena final, completamente deslocada. 

Num resumo, um filme que funciona. E nada mais. Prometeu muito.


Confira também a crítica de:
Sombras da Noite, de Tim Burton

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3 comentários:

Muga disse...

Quem é que vai para outro planeta sem conhecer a própria tripulação, confia em um robô que ninguém conhece pessoalmente quem o programo," fora a filha do cara, que falar que ela é burra é um elogio, Tira o equipamento de segurança, entra em um lugar e tenta voltar para a nave e se perde,e mesmo vendo um holograma do povo fugindo do lugar, fica, e acorda um alienígena sem nenhuma preocupação?

Resumo: Filme com astronautas idiota com efeitos especiais +/- bom!

Anônimo disse...

Prometheus é a nave o planeta é o Lv-223

Jáck Gabriel disse...

O filme é muito bom. Todas as criticas que estou vendo em todos sites são exatamente cópias uma das outras. Acho que as pessoas tem que ter sua propria visão do filme e não ir atras de criticas. As pessoas estão esperando ver a mesma coisa que viram em Alien, o bixo matando todo mundo da nave, mas ele sempre disse que não seria assim. Ele mostraria o que aconteceu antes, então povo parem de tanto criticar, cada filme é um filme. O filme é muito bom sim, e quem não entendeu o roteiro só sinto em dizer que você deve ser burro.

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