17 de jul de 2012

A Pirâmide Vermelha, de Rick Riordan


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Pelo visto, Rick Riordan encontrou o seu filão: as séries de livros com a mitologia como pano de fundo. Se em Percy Jackson & os Olimpianos acompanhávamos uma história moderna envolvendo os deuses gregos no mundo atual, em As Crônicas dos Kane, mergulhamos na mitologia egípcia, com seus vários deuses, numa trama envolvente, utilizando-se da mesma receita. 

Prometida como uma série em três volumes, no primeiro deles, A Pirâmide Vermelha, somos apresentados aos personagens e embarcamos numa jornada alucinante com eles. Carter e Sadie Kane são irmãos. Depois de um misterioso acidente envolvendo seus pais, que culminou com a morte da mãe de ambos, eles são separados: Sadie vive com os avós maternos, em Londres – e se ressente de não ter a companhia do pai e de viver aventuras ao seu lado; Carter vive com o pai – Julius Kane, um egiptólogo famoso que vive viajando pelo mundo -, e se ressente de não ter um lar, amigos, um porto seguro, assim como Sadie. Até que num dia de Natal, com Carter e Julius visitando Sadie, durante uma visita ao British Museum, em acidente acontece e toda a verdade vem à tona: os irmãos são descentes diretos dos faraós egípcios e o pai acaba de libertar vários deuses que estiveram por eras aprisionados. Seu destino é tentar resgatar o pai, aprisionado pelo maligno deus Set e salvar o mundo. Simples assim! 

Com uma narrativa interessante, com capítulos narrados ora por Carter, ora por Sadie, vamos conhecendo aquela saga, que envolve deuses, magos e poderes mágicos. Aos poucos vamos nos familiarizando com os personagens e com a trama, e é impossível largar a história. O interessante é, por diversas vezes, se perder no meio de tantos deuses da mitologia egípcia. Um mesmo deus, por exemplo, pode ter tido diversas encarnações com o passar dos anos e, apesar de tradicionalmente repetirem o comportamente, podem confundir com os nomes, muitas vezes tão parecidos. Nada que um pouco de atenção não resolva e que, nem de longe, desvia o interesse do livro. 

Com um climax envolvente, Rick Riordan encerra a história com um excelente cliffhanger e que já nos deixa ansiosos desde já por sua continuação. Assim como fez em Percy Jackson, Riordan consegiu deixar a mitologia egípcia com um ar totalmente pop e divertida e, certamente, atraindo o interesse dos leitores por esse universo que, se forem como eu, certamente correram para pesquisar um pouco mais sobre aquele universo. Entretanto, em alguns momentos, tive a impressão de que o mundo de Percy Jackson & os Olimpianos pode, eventualmente, vir a se cruzar com o de As Crônicas dos Kane (principalmente quando a história se passava em Nova York e um dos personagens diz que Manhattan é um outro território). Seria divertido se isso acontecesse uma hora ou outra. Imagine Sadie e Carter esbarrando com Percy e Annabeth? Fica a dica, Rick Riordan, pra quando você terminar a nova saga e precisar de idéias para um novo livro. Quero direitos autorais, viu! 

A Pirâmide Vermelha é, sobretudo, diversão da melhor qualidade. Vale a pena conhecer esse outro mundo disponibilizado por Rick Riordan.

Por Leandro Faria
Texto originalmente publicado em 03/06/2011

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