28 de ago de 2012

22ª Bienal do Livro de São Paulo: Comentários e Impressões



22ª Bienal do Livro de São Paulo acabou, mas eu não poderia deixar de registrar minhas impressões sobre um dos maiores eventos culturais do Brasil. E, como uma autêntica paulistana, deixei tudo para última hora, ou seja, tive que avisar todos os amigos um dia antes, comprar ingresso na hora e me virar com transporte já que o Anhembi é super contra-mão. 

Para fazer uma avaliação minuciosa vou separar as categorias em tópicos e então deixar meu feedback para quem não foi e ficou na vontade ou para quem foi e concorda/discorda da minha avaliação.

Com vocês, meus comentários e impressões sobre a 22ª Bienal do Livro de São Paulo:

  • Trajeto/Transporte
A 22º Bienal do Livro foi realizada do dia 09- 19 de Agosto na Arena Anhembi em São Paulo
Quem mora em São Paulo sabe que temos uma facilidade incrível quando o assunto é transporte: é só pegar um metrô e pronto. Mas a Arena Anhembi, apesar de ficar bem próxima da estação de metrô do Tietê, é meio contra-mão, ou seja, para ir de carro o estacionamento é caríssimo (mais precisamente R$ 30 pelo dia) e para ir a pé a partir do metrô fica meio longe, afinal, são muitas entradas e até achar a correta se perde muito tempo. 

Pensando nisso, a organização do evento disponibilizou dezenas de ônibus para transportarem os visitantes. Os ônibus saíam das estações Tietê e Barra Funda e, pelo menos no dia que eu fui - o mais lotado - estava tudo tranquilo. Demorei pouco menos de 25 minutos para pegar o ônibus no Tietê e chegar ao evento, mas o grande problema era voltar. A quantidade de ônibus não foi suficiente para o público que estava retornando no período da tarde, mas eu dei sorte e fiz um trajeto tranquilo, saí de casa por volta das 14h e fiquei no evento até às 19h.
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  • Bilheteria e Entrada
Os ingressos podiam ser comprados na hora ou antecipamente pelo site da T4F

Mesmo com os ônibus deixando os visitantes dentro do Anhembi, ainda era necessário uma boa caminhada para chegar à Bilheteria que, a propósito, ficava DEPOIS da entrada. Sim, isso mesmo, a bilheteria apesar de organizada ficava depois do lugar da entrada. 

Quanto ao valor dos ingressos, paguei meia (R$ 12 Inteira - R$ 6 meia) mas haviam algumas pessoas reclamando dos preços, afinal, pelo menos metade do público era composto de famílias e, se formos analisar, numa família de 04 pessoas, o valor final ficava meio salgado. 
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  • Organização
Os organizadores dos stands investiram em sustentabilidade e decoraram seus espaços com caixas, latas e garrafas pet.

Apesar de não ser minha primeira Bienal, fiquei impressionada com algumas mudanças desde a última que visitei. O evento estava incrível, tudo era muito lindo, a decoração dispensava comentários e, é claro, pensada especialmente para os amantes da leitura era a Terra do Nunca. 

Mas devo admitir que havia muita coisa errada, começando pela desorganização dos stands. Apesar de estarem separados por ruas, era horrível a visualização e localização dos stands, já que placas que iam de A-Z estavam penduradas muito acima de nossas cabeças e, para piorar, era muito difícil encontrar um mapa do lugar. 

Banheiros? Poucas quantidades e mal localizados. Praça de Alimentação? Eu não vou nem comentar o quanto gastamos, mas devo adiantar que por um refrigerante e um lanche (ruim) não ficaram por menos de R$ 25 e, ainda por cima, as filas eram infindáveis e havia pouca variedade. 
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  • Stands e Produtos 
Um dos stands dedicados ao público infantil.

É claro que essa parte é a mais esperada, afinal, ninguém vai à Bienal para comer ou usar os banheiros. Como eu disse anteriormente, o evento por si só foi maravilhoso e cumpriu seu dever: provar que, mesmo durante a Era Digital os livros não perderam seu espaço. 

A beleza e tecnologia dos stands me tirou o fôlego. Eu simplesmente não sabia por onde começar e, devido a desorganização, fui passando por onde achei interessante. A princípio, meu maior foco eram livros universitários e não faltavam stands de Universidades e Faculdades para eu me deliciar. Mas, por ter ido no último dia, senti falta de uma maior variedade de livros voltados  para Comunicação Social. Fiquei muito chateada e acho que acabei comprando a maioria dos que encontrei. 

O ponto forte da Bienal é justamente a diversidade de gêneros, autores e, é claro, preços acessíveis. Mas, quem foi pensando no bolso acabou tendo um belo prejuízo. Fiz algumas pesquisas e, apesar dos descontos oferecidos por algumas editoras, a maioria dos livros estavam mais caros do que na internet e nas livrarias. O best-seller Cinquenta Tons de Cinza, por exemplo, não estava saindo por menos de R$ 36 e hoje mesmo o comprei o meu por apenas R$ 29 na Saraiva.


Enfim, havia opções para todos os gostos e, apesar dos preços salgados, a Bienal tem o objetivo claro de incentivar a leitura dos brasileiros. Se a missão foi cumprida eu não sei, mas se todos os presentes no evento leram pelo menos um livro, o que já é um ótimo resultado.

E posso garantir: a 22ª Bienal do Livro de São Paulo foi um sucesso absoluto. 


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