20 de ago de 2012

O Filho de Netuno, de Rick Riordan


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E a série Os Heróis do Olimpo, de Rick Riordan, veio com tudo em seu segundo livro. Depois de apresentar três novos protagonistas (dos sete que a série promete) em O Herói Perdido, Rick Riordan fez a alegria dos fãs e trouxe Percy Jackson de volta - e no centro da trama! - no segundo volume da série, O Filho de Netuno, que faz os leitores mergulharem um pouco mais na nova aventura proposta pelo autor. De forma cativante, Rick Riordan vai aguçando nossa curiosidade pelo que há de vir nos próximos livros, ao mesmo tempo em que nos fascina com a profundidade dos personagens apresentados.

Se em O Herói Perdido conhecemos Jason, Pipper e Leo, em O Filho de Netuno o autor repete a fórmula e centra os acontecimentos da ação através da visão de outros três personagens. Percy se alia a Hazel e Frank, que são os heróis da vez e, novidade, fazem parte de um "outro" grupo de semideuses, filhos e descendentes diretos dos deuses do Olimpo, mas com um peculiaridade: em seu aspecto romano. 

Como Rick Riordan deixou claro desde sua série anterior, Percy Jackson & os Olimpianos, os deuses do Olimpo acompanham a evolução das civilizações, fixando moradia nas nações mais desenvolvidas de seu tempo. Foi assim quando o centro do poder migrou da Grécia para Roma e, dessa forma, os deuses acabaram assumindo características desse povo. Quase dois mil anos depois, eles ainda se apresentam em formas diversas e tem filhos de acordo com o humor do dia. Ah, vá, deixem eles, gente, eles são deuses, né?

Assim como Jason, no livro anterior, Percy está sem sua memória. Hera/Juno segue com seu plano de juntar os dois grupos de semideuses e tentar, assim, salvar os deuses e a humanidade da vingança de Gaia que, pouco a pouco, desperta de seu sono de eras. Novo no Acampamento Júpiter (a versão romana do Acampamento Meio-Sangue), Percy logo conquista os semideuses locais e parte numa missão de vida ou morte: libertar o deus da morte, Tânatos, das garras de um dos gigantes de Gaia que, ao renascer no Alasca, é invencível em seu terrítorio. Com o deus da morte acorrentado e as portas da morte nas mãos de Gaia, os monstros não morrem e alguns conhecidos personagens da mitologia greco-romana estão de volta para atrapalhar a vida de nossos heróis.

Se em O Herói Perdido eu não fui lá muito com a cara de Leo, aqui isso não acontece com nenhum dos dois novos protagonistas. Frank, o filho de Marte (versão romana de Ares), tem uma história empolgante, que mistura sua ascendência celestial com uma fascinante história ancestral chinesa. E Hazel, filha de Plutão (forma romana de Hades), é uma jovem semideusa que retornou da morte e guarda um grande segredo. Os dois personagens são excelentes e, junto com Percy, prendem a atenção do leitor sempre que são os responsáveis por guiar nossos olhos por essa aventura.

Contando com batalhas empolgantes e disputas acirradas, o livro chega ao fim, com outro clifhanger daqueles que Rick Riordan está se tornando especialista. Graças à chegada dos heróis gregos no Acampamento Júpiter, é esperar para ver o que essa reunião nos aguarda.

O triste agora é ter de esperar. Se até o momento eu fui devorando livro a livro a saga desses heróis, cheguei naquele momento em que tenho de aguardar os próximos lançamentos e sofrer a cada espera. A Marca de Atena, terceiro volume da série, deve ser centrado em Anabeth, outra personagem da série anterior do autor, e tem lançamento previsto para outubro, nos EUA. Aqui no Brasil, pobre de nós, o livro só chega em maio de 2013. 

Só nos resta ler o primeiro capítulo que já foi disponibilizado pelo autor (e traduzido por fãs brasileiros) e aguardar ansiosos por seu lançamento!
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