14 de set de 2012

Cinquenta Tons de Cinza, de E. L James





Chamado de Crepúsculo para adultos, a trilogia Cinquenta Tons de Cinza, escrita pela iniciante britânica Erika Leonards James, conhecida pelo pseudônimo E.L James, tem conquistado fãs de todo o mundo com sua história de romance e muito erotismo. 

Anastasia Steele é uma jovem americana que, aos 21 anos e prestes a se formar em Literatura, ainda é virgem e não conhece muitas das coisas oferecidas pela vida, ao contrário de sua amiga e companheira de quarto Kate, que é ousada e corajosa. Em um acidente do destino, Anastasia conhece o jovem bilionário Christian Grey que, além de uma infância traumática, também esconde alguns segredos que ao decorrer do livro descobrimos que não são tão assustadores. 

Como uma autêntica fã de romance, eu não poderia descrever o livro com outra palavra além de apaixonante, mas devo manter minha objetividade e chamar atenção para alguns fatores que, talvez, aqueles que comeram o livro em poucas horas, não tenham prestado atenção.

Pois bem, a história é linda, envolvente e atrativa, principalmente pelo fato de unir amor e erotismo. Além disso, é impossível não se apaixonar pelo personagem sedutor de Christian Grey que, com certeza, levou muitas mulheres à loucura com seu jeito protetor, preocupado, sexy e a mesmo tempo bruto. Anastasia é meio irritante, excessivamente ingênua e chata, mas faz parte do show de milhões de exemplares já vendidos. 

Um dos pontos mais fracos da narrativa é o foco exagerado nos dois personagens principais. A leitura se torna monótona porque não explora os personagens secundários, afinal, alguém me explica a parte em que Kate se apaixona perdidamente por Elliot? Será que perdi alguma coisa? Sou obcecada por detalhes e apesar de ser descrito como um livro muito detalhista, em alguns momentos a autora deixa a desejar.

Ainda nesse ponto, outra coisa que incomoda, pelo menos aos que estão acostumados a ler frequentemente, é a qualidade da escrita que muitas vezes mostra-se amadora. Anastasia usa repetidamente termos que se tornam extremamente maçantes durante a leitura, principalmente nas passagens de sexo entre os personagens. Alguém mais aí se cansou da deusa interior? 

Apesar das minhas críticas, devo parabenizar os números conquistados pelo sucesso, afinal, o tema explorado no livro não é tão comum nos best-sellers. Usar o BDSM (bondage, disciplina, submissão, masoquismo) como foco principal, além de ousado, foi capaz de ultrapassar barreiras sociais e desmentir o mito de que essa prática sexual é machista. Pelo contrário, quem já conhece alguma coisa sobre ou já leu o livro pode entender que esse é apenas mais um estilo de vida entre os mais diversos existentes. 

E o sucesso não vai ficar somente nos livros. Assim como outros aclamados campeões de vendas, a trilogia vai para as telonas e o filme será produzido pela dupla Michael de Luca e Dana Brunetti, responsáveis pelo sucesso de A Rede Social. Como já havíamos sondado por aqui, inúmeros atores/atrizes já estão sendo cotados para interpretar o casal, mas os queridinhos são Emma Watson (que viveu Hermione em Harry Potter) e Ian Somerhalder (o vampiro Damon na série The Vampire Diaries). Vamos esperar pra ver. 
Matt Bomer está entre um dos cotados e particularmente é o meu favorito para interpretar o irresistível Christian Grey

A esperada sequência, Cinquenta Tons Mais Escuros, tem data de lançamento prevista no Brasil  para o dia 15 de setembro, mas eu já adquiri minha unidade na pré-venda e em breve postarei minhas impressões por aqui. 

Se você ainda não leu, não perca tempo! Se você já está ansioso pelo segundo livro, não deixe de comentar sobre seus favoritos para viver os personagens dessa história no cinema. A caixa de comentários é de vocês!



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2 comentários:

Serginho Tavares disse...

Emma Watson e Ian Somerhalder formarão um belo casal, gostei da escolha e espero que vingue!

Adorei a dica do livro e você escreve muito bem, Ariadny! Gostei muito! Beijos

Ariadny Theodoro disse...

Oi querido, também gosto da escolha mas para o Christian eu prefiro o Matt Bomer.

Ah muito obrigada pelo elogio, é um prazer escrever aqui!

Um beijo e não some :*

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