27 de set de 2012

Ted, de Seth MacFarlane




Criado como uma homenagem ao presidente americano Theodore Roosevelt, o urso de pelúcia Teddy é um patrimônio americano conhecido em todo o mundo. Assim, não é de se espantar que conheçamos o famoso ursinho Ted das memórias de nossa infância. Foi com essa impressão e sem conhecer bem a história que seria contada no cinema que fui assistir Ted, do diretor Seth MacFarlane e estrelado por Mark Wahlberg e Mila Kunis. Minha surpresa não poderia ter sido maior.

A classificação etária de indicado para maiores de 16 anos já deixa claro que o filme não é para crianças. E não é mesmo, Ministro Protógenes de Queiroz (que levou o filho de 11 anos para assistir o filme e iniciou uma campanha virtual para tirá-lo de exibição dos cinemas brasileiros, dá pra acreditar?)! Mas, somente quando me dei conta de que Seth MacFarlane é um dos criadores do desenho animado Family Guy tudo passou a fazer sentido para mim.

A trama do filme é simplória: o garotinho John Bennet é um underdog que não tem amigos e vive sofrendo bullying até mesmo do mais perseguido entre as crianças da vizinhança. Numa noite de Natal, depois de ganhar um ursinho de pelúcia dos pais, faz um pedido especial para que Ted ganhe vida. Surpreendentemente, na manhã seguinte seu pedido foi realizado e Ted passa a ser o melhor amigo de John.

Apesar da surpresa de todos, Teddy se torna uma celebridade da noite para o dia, passando a aparecer em programas de auditório, ganhando fama por ser um ursinho de pelúcia vivo. Mas, com o passar do tempo, todos se acostumam com o brinquedo que ganhou vida, Ted cai em decadência, transformando-se numa celebridade do passado e a única coisa que não muda é a amizade entre Ted e John.

Depois de adulto, John guardou algumas características infantis, que são maximizadas por sua dependência do amigo ursinho. O engraçado, entretanto, é que o urso Ted adulto é um drogado obcessivo, obsceno e muitíssimo divertido. Quando o relacionamento de John com sua namorada Lori entra em crise devido à proximidade com Ted, ele precisa repensar a sua vida e galgar um destino mais adulto.


Apesar de sua aparência cut cut, Ted é uma comédia que foge do tradicional. O humor escatológico está lá, mas é o tipo de filme que vai agradar a muitos e a desagradar vários outros. Os fãs de referências vão adorar a trama, que costura ícones do passado com sucessos atuais de maneira incrível. E se você gosta do humor politicamente incorreto visto em Family Guy, não deixe de assistir, pois grande parte do que é visto na animação encontra-se também em Ted.

Um grande destaque do filme são os atores principais. Mark Wahlberg construi um John frágil, mas verossímel, que não consegue abrir mão do seu melhor amigo de infância. Enquanto isso, a Lori vivida por Mila Kunis não é de maneira alguma uma vilã, mesmo que tenha lá seus problemas com o adoravelmente promíscuo Ted.

Mas é claro, o astro do filme é Ted. A animação do ursinho é muito bem feita e, em momento algum, deixamos de acreditar que o absurdo que estamos vendo na tela não pode ser verdade. Mérito do filme e dos efeitos especiais muito bem utilizados. Além disso, a dublagem de Ted, feita pelo próprio diretor Seth Mac Farlane, é um show à parte. A boca suja do ursinho, aliada aos seus maus hábitos fazem dele uma criatura adorável.


Ted é um filme que, certamente, não é indicado para crianças, mas que pode render bons momentos e gargalhadas a adultos saudosos de sua infância e antenados às mil referências à cultura pop despejadas ao longo da projeção. Um filme interessante, mas que, friso, pode não agradar a todo mundo.

OBS: A melhor piada ever do filme acontece no final da projeção, quando o narrador conta o que aconteceu com os personagens. Ver que o gordinho psicopata cresceu, malhou e virou o Taylor Lautner é impagável e me arrancou boas gargalhadas.


Para ficar atualizado com todas as novidades do PdB, curta nossa página no Facebook (clicando aqui) e nos siga no Twitter (clicando aqui). É fácil, rápido e super prático!

Sigam-nos os bons!


0 comentários:

Share