24 de set de 2012

The Voice Brasil: Primeiras Impressões


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Estreia da tarde da Globo no último domingo, a versão brasileira do reality musical The Voice foi uma boa surpresa. Apesar de conhecer o formato e ser fã da versão americana, tinha lá minhas dúvidas se a escolha para os treinadores brasileiros havia sido acertada e até mesmo com a hora escolhida para a apresentação do programa. Depois de assistido ao episódio inicial, posso falar com autoridade: The Voice Brasil é um excelente programa, uma ótima alternativa para as chatas tardes de domingo da televisão brasileira.

Para quem já conhece o formato, estava tudo lá. Pra quem foi apresentado pela primeira vez ao programa, Tiago Leifert fez um bom resumo do que esperava pelos telespectadores, culminando na apresentação dos treinadores brasileiros Lulu Santos, Daniel, Carlinhos Brown e Claudia Leitte cantando Assim Caminha a Humanidade, afim de ensinar aos aspirantes do programa "como é que se faz". 

Por isso, antes de mais nada, preciso elogiar a produção do programa. O cenário é o mesmo das versões  americana e inglesa do The Voice. A banda afinada com os participantes e tocando ao vivo é outro charme da atração. Tiago Leifert, nessa primeira fase, não tem muito o que fazer. O papel do apresentador é exatamente esse, de acompanhar os familiares enquanto um candidato se apresenta e, em alguns casos, inserir a história particular dessas pessoas. E se Tiago não foi brilhante nesse papel, também não comprometeu.

Os treinadores me surpreenderam. É fato que ainda não estão familiarizados com sua função e existiram alguns momentos constrangedores em que o silêncio dominou ou que um atropelou as falas do outro. Mas, exatamente por estarem exercendo essa função pela primeira vez, os erros são aceitáveis. Se hoje, a versão americana, atualmente em sua terceira temporada, apresenta um enorme entrosamento entre Cee Lo Green, Christina Aguilera, Adam Levine e Blake Shelton, isso acontece porque os coachs americanos tiveram um longo tempo para conduzirem seu relacionamento. Acredito que com o avançar dessa edição, os treinadores brasileiros consigam superar os problemas apresentados no episódio inicial.


No fim das contas, fiquei com uma certa peninha da Claudia Leitte, que parece ser sempre a última opção dos candidatos. Mas, devo confessar, ela também não é lá a minha preferida, apesar de não odiar a cantora. Ao lado de Carlinhos Brow, Claudinha seria a minha última opção como treinadora no programa. Meus preferidos são Lulu Santos e, surpreendentemente, Daniel. O cantor sertanejo-romântico me surpreendeu no programa e parece um dos mais exigentes na escolha do seu time.

Uma outra decisão acertada foi a de não limitar o repertório dos candidatos à músicas nacionais. O Brasil produz canções belíssimas, mas é inegável a influência da música internacional no país. Fora que, para muitos candidatos, cantar em inglês pode ser bem interessante e justificado. Resta saber se eles segurarão a peteca nas próximas fases, quando as canções executadas serão escolhidas pelos treinadores.

Dito isso, o ponto alto do programa foram, certamente, seus candidatos. Quanta gente boa, não? Engraçado como alguns críticos parecem não terem entendido a proposta do programa e criticaram pelo simples prazer de criticar. O apanhado de cantores profissionais mostra que o objetivo é entreter o público, apresentando um conteúdo de qualidade. Eu certamente teria virado minha cadeira para vários dos candidatos que se apresentaram. E, pelo menos do que já vi, são três os meus queridinhos: Ellen Oléria (time Carlinhos Brown), Liah Soares (time Daniel) e Gustavo Fagundes (time Lulu Santos).

O momento vergonha alheia ficou para o fim do programa, com a apresentação de um candidato indígena. Como nenhum dos técnicos se interessou pela figura que cantou sertanejo, a rasgação de seda soou um tanto quanto politicamente correta. Mas, como já aprendi no The Voice americano, faz parte do programa essa "exploração" de dramas particulares dos participantes.

No saldo final, The Voice Brasil surgiu para arejar a nossas tarde domingueiras, com um sopro de originalidade que faltava para o horário. Eu já virei telespectador do programa e tenho certeza que muitos de vocês também. Resta saber se o vencedor (e/ou finalistas) conseguirão sobreviver à maldição que assola os reality musicais brasileiros e fazer sucesso depois que o programa chegar ao fim. A favor dos competidores, uma força inegável: a Rede Globo de televisão.

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3 comentários:

Serginho Tavares disse...

concordo e assino embaixo de tudo que você disse!

vivian arakaki disse...

É bom porque pelo menos o que ver na tv nas tardes de domingo na casa da avó. A única coisa que achei meio sem graça foi a falta de vontade dos jurados na briga pelos candidatos. Parece que eles estão com medo de 'magoar' alguém. Mas foi só o primeiro episódio. Que venha o resto da temporada, para depois formarmos crítícas melhores e quem sabe, uma comparação com as outras versões.

Luiz Trautwein disse...

Gostei muito da sua resenha, a melhor de todas que encontrei até agora. Sou fã assíduo do The Voice US, e não fiquei decepcionado com o brasileiro. A única diferença que percebi é no US é tudo mega produção, com mega palco e tal, e aqui tudo foi bem modesto, mas ainda assim, com qualidade!

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