6 de out de 2012

Glee - 04x04 - The Break-Up




Uma coisa que aprendemos com o passar do tempo é que, nem sempre, o amor da sua vida aos 17 anos será realmente o amor eterno que ele parece ser. Na adolescência tudo é mais intenso e insano, as emoções são exacerbadas e as paixões avassaladoras. Por isso, encontrar seu "grande amor" nessa fase é muito comum. Mesmo que esse amor eterno dure apenas uma estação. Glee, de uma forma madura como eu nunca tinha visto na série, falou sobre isso em The Break-Up, mais um excelente episódio dessa quarta temporada que vem cumprindo tudo aquilo que prometeu.

Meses atrás, quando vi as primeiras fotos de divulgação da temporada e me deparei com os nomes de alguns episódios, acendi meu sinal de alerta quando vi Rachel e Finn distantes um do outro numa foto-promo de The Break-Up. Quando a série reestreou e vi que Ryan Murphy e sua equipe de roteiristas foram, pouco a pouco, aproximando Rachel de Brody e nos fazendo até mesmo torcer pelo casal, eu não tinha mais dúvidas de que o adorado casal Finchel estava com os dias contados. Minha maior surpresa nesse episódio,  entretanto, foi ver que uma facada em nossos corações seria pouco e que outros personagens também seriam afetados pelo revelador nome do episódio.



Blaine, que vem crescendo muito nessa temporada (para irritação de muitos), tem se sentido abandonado por Kurt, com suas preocupações com o novo emprego na Vogue.Com. O que eu sinceramente não esperava era que o eterno Warbler se envolveria com outra pessoa, para suprir essa carência de Kurt. Quem somos nós para julgar o rapaz, inclusive é fácil colocar-se no lugar dele, mas que baque, não? Sua ida repentina à Nova York e seu sentimentalismo serviram apenas para mostrar a Kurt que algo estava errado com o namorado. Destaque total para a reinterpretação de Blaine para Teenage Dream, a primeira música que ele cantou a série. Vê-lo mergulhado na canção, transformando-a em uma música triste e depressiva foi de cortar o coração, antes que ele desse o tiro final ao dizer a Kurt que o havia traído. 

O mesmo pode ser dito de Rachel e Finn. Apesar do final dramático do episódio anterior, quando Finn chega no exato momento em que Rachel e Brody estão no maior amasso, a distância e indiferença entre o casal é visível. E saber que o silêncio de Finn durante todo o tempo em que não dava notícias foi por ter sido "aposentado" do exército depois de um acidente não ajudou em nada para que nos sentíssemos empáticos ao casal. Finn, que nunca foi um grande personagem, empalidece perto de Rachel. Agora, com a moça em NY e seguindo seu sonho, ele mesmo não se sente adequado para estar ao seu lado. Parecia até mesmo que Finn estava jogando Rachel para cima de Brody. Por isso, não me surpreendi quando ele foi enfático ao perguntar à namorada se eles eram apenas amigos. Rachel não mentiu e contou do "apenas um beijo" mas, como julgar a revolta de Finn e seu coração partido?


Santana, que andava sumida e só havia dado as caras nessa temporada via Skype, surgiu deslumbrante nesse episódio. De volta para casa para visitar Brittany, é impossível não se emocionar com o relacionamento das duas. E, por mais triste que possa ser, entendo que até a mais bela história de amor um dia chega ao fim. Sou fã do casal Brittana, sempre fui. Acho que Santana cresceu por causa de Brittany, e as duas formavam o casal mais fofo da série. Mas Santana está certa ao falar sobre relacionamentos à distância e que não seria justo com as duas continuarem vivendo aquela história que parece não ter mais futuro. Me doeu, encheu meus olhos d'água, mas juro, entendi as duas.

O que eu não esperava era mais um problema para Will e Emma. O casal, que já enfrentou poucas e boas, volta novamente a subir na corda bamba por causa do egoísmo de Will. Emma estava certíssima ao finalmente apontar o egoísmo do noivo e ao ficar revoltada com ele. Quando o professor sugere a licença da noiva, apenas porque não quer ficar sozinho, o que ele está dizendo é "ei, vou ali viver meu sonho, larga sua vida e vem comigo, que tal?". Egoísmo extremo que mereceu o chega pra lá dada por Emma. Agora, será que eles vão sobreviver a mais essa intempérie?


Sou fã de Glee e todo mundo está cansado de saber disso. Acompanho e escrevo sobre a série desde o episódio piloto e vivi com esses personagens bons momentos de diversão e emoção. Mas acho que nunca fiquei com um vazio tão grande no peito depois de um episódio quanto com The Break-Up. Acho que Glee nunca foi tão pé no chão e real quanto ao nos esfregar através da vida desses personagens que até mesmo as mais belas histórias de amor um dia chegam ao fim.

A poesia disso tudo é que nem tudo acaba e que apesar de um fim doloroso para muitos, de um coração partido aqui ou acolá, a vida segue seu ciclo e as paixões, adolescentes ou não, continuam a florir à nossa volta e na nossa própria vida. Eis a magia de viver!

OBS: Glee entra em hiato e a série só volta ao ar nos EUA dentro de quatro semanas. É tempo de sobra para assimilar todos esses términos e as promessas para os caminhos da série a partir de agora. Até lá!

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1 comentários:

Alysson-Syn disse...

Fiquei devastado com o episódio. Diferente de vc, eu não havia lido o nome e, apesar da chegada repentina do Finn no episódio passado, não estava preparado para esse rompimento, muito menos os outros rompimentos do episódio. E Glee me surpreendeu: após 3 temporadas brincando de juntar e separar casais e fazendo disso o assunto dos personagens, o seriado finalmente mostra como as coisas realmente são e de forma madura, triste, amarga e real. Vai demorar um bom tempo pra eu digerir o episódio e mais outro tempo pra digerir o hiato de 4 semanas.

PS: excelente review, Leandro! :)

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