9 de nov de 2012

Pop Séries: One Tree Hill






Poucas histórias conseguem começar de uma forma e se reinventar ao longo do caminho. Talvez essa seja uma das maiores características de One Tree Hill (Lances da Vida, no Brasil), a longeva série criada por Mark Schwahn em 2003. One Tree Hill, que iniciou sua história tendo o basquete como pano de fundo, venceu os obstáculos e acabou se tornando uma referência no quesito tempo de exibição no inconstante mundo das séries.

Em sua origem, a trama de One Tree Hill acompanhava a rivalidade de dois meio irmãos, Lucas Scott (Chad Michael Murray) e Nathan Scott (James Lafferty), que apesar de serem filhos do mesmo pai - Dan Scott (Paul Johansson) -, tiveram criações distintas: Lucas vivia com a mãe solteira, Karen Roe (Moira Kelly), enquanto Nathan foi criado pelo pai e pela mãe – Deb Scott (Barbara Alyn Woods) -, num casamento um tanto quanto atribulado.

Como em séries adolescentes são os triângulos amorosos que movem as histórias, Nathan namorava a bela Peyton Sawyer (Hilarie Burton), por quem Lucas era apaixonado. Mais tarde, Nathan se apaixona pela melhor amiga de Lucas, Haley James (Bethany Joy Galeotti) e um novo triângulo surge com o envolvimento de Lucas, Peyton e Brooke Davis (Sophia Bush), melhor amiga de Peyton. Com idas e vindas entre os pares, a série sempre encantou e é impossível não torcer por determinados casais ao longo das temporadas.


Por ter ficado tanto tempo no ar (de 2003 até abril de 2012, quando chegou ao fim), One Tree Hill se reinventou em algumas ocasiões. No início da quinta temporada, quatro anos se passaram e os outrora adolescentes passaram a viver dramas de jovens adultos. A decisão de pular o período de faculdade foi acertada e a série ganhou em conteúdo. Fora isso, a aquisição do jovem ator Jackson Brundage, vivendo o filho de Nathan e Haley, Jamie Scott, foi um achado que deu ainda mais fôlego à trama.

No início da sétima temporada, outra grande mudança: com a não renovação do contrato dos atores Chad Michael Murray e Hilarie Burton, os personagens Lucas e Peyton se despediram da história. Assim, Brooke, Nathan e Haley tornaram-se os protagonistas de One Tree Hill e novos personagens foram criados: Julian Baker (Autin Nichols) virou o interesse amoroso definitivo de Brooke; ao passo que Quinn James (Shantel VanSanten), irmã de Haley, e Clay Evans (Robert Buckey), agente de Nathan, passaram a orbitar entre os protagonistas ao lado de Alex Dupré (Jana Kramer), uma jovem atriz em ascensão e mil problemas. Claro que alguns personagens secundários originais permaneceram na série (para desgosto da audiência), como Marvin “Mouth” McFadden (Lee Norris), Antwon “Skills” Taylor (Antwon Tanner) e Millicent Huxtable (Lisa Goldstein).


Em seus oito anos no ar, a série exibiu pelo menos um episódio memorável e inesquecível para todos os fãs: o 16º episódio da 3ª temporada é emblemático. Ali, um personagem surta e invade a escola com uma arma, mantendo vários alunos reféns e ocasionando duas tragédias em seus momentos finais: o suicídio do próprio aluno e o assassinato de um dos personagens principais, que mudaria toda a dinâmica da série a partir de então.

Algo interessante e digno de nota é que a série foi originalmente concebida como um filme, que se chamaria Ravens. Com o potencial do projeto, acabou virando série e ganhando o nome de One Tree Hill, o que é explicado em um episódio da primeira temporada quando Karen, a mãe de Lucas, lhe diz que “Existe apenas uma Tree Hill. E esta é a sua casa.”

O mais interessante é que depois de tanto tempo acompanhando aqueles personagens e cenários, mesmo após o término da série, a impressão que se tem é que Tree Hill é também o seu lugar, tornando as palavras de Karen ainda mais interessantes para os telespectadores.

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