28 de dez de 2012

O Homem da Máfia, de Andrew Dominik

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Sabe aquele ritmo de retorno das férias, quando mais queremos que o mundo se acabe do que trabalhar realmente? Então, é esse ritmo de tartaruga tentando bater recorde mundial de lerdeza que nos leva por todo os 97 minutos de O Homem da Máfia, mais nova parceria entre o diretor Andrew Dominic e o astro Brad Pitt.

O filme fala sobre um assalto a uma casa de jogo ilegal, controlada pela máfia. Os assaltantes são dois jovens drogados, capazes de deixar duplas humorísticas com vergonha, para dizer o mínimo. Como a máfia não pode deixar esse crime impune, entre em cena Brad Pitt - ou Jackie -, um assassino profissional, que dará uma  lição aos assaltantes a ao mandante do crime.

Permeado com boas canções, numa trilha sonora à la New Orleans, o filme definitivamente não empolga. Muito pelo contrário. Tudo bem que o ritmo lento muitas vezes supera a ação frenética das ações desse tipo. Mas, desta vez, chega ao ponto de dar sono. A primeira metade do filme então... Não veja em casa, deitado na cama.


Enfim, tirando Brad Pitt e a trilha sonora, o filme é tedioso. Não há reviravoltas num roteiro previsível e linear. O elenco de apoio, com bons nomes, é muito mal utilizado - com exceção de Ray Liotta. Até agora não sei qual a utilidade do segundo assassino, Mickey, interpretado pelo bom James Gandolfini (A Família Soprano).

As sequências de assassinatos, pelo menos, são bem elaboradas e com bastante glamour, para dizer o mínimo. Há todo um contexto envolvendo assassino e alvo, o que faz das cenas um trabalho de arte e violência.

O Homem da Máfia é um filme que poderá agradar a alguns, mas certamente não irá agradar à maioria do público. Nem a tentativa de fazer uma referência - ou uma relação - com a política americana, mais precisamente com a primeira eleição vencida por Barack Obama, faz muito sentido. Mas...

Mas tem Brad Pitt. E ele consegue salvar o filme e elevá-lo a algo mediano.

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