3 de dez de 2012

Pop Séries: The L Word




Depois do sucesso alcançado por Queer as Folk, que estreou em 2000, os produtores americanos abriram seus olhos para um grupo de telespectadores que, apesar de se virem representados em um ou outro personagem de algumas séries, eram pouco explorados em séries próprias: os homossexuais. Como a versão americana de Queer as Folk alcançou um sucesso surpreendente, o canal por assinatura Showtime (o mesmo que produziria Dexter, anos depois) resolveu exibir The L Word, criação de Ilene Chaiken que focava em um outro grupo homossexual pouco visto na televisão: as lésbicas.

Ambientada no bairro de West Hollywood, Los Angeles, The L Word é centrada na vida de um grupo de mulheres lésbicas e bissexuais com características bem distintas entre si, mas que formam um improvável grupo de amigas. Inicialmente, as protagonistas são o casal lésbico composto por Bette Porter (Jennifer Beals) e Tina Kennard (Laurel Holloman), que estão juntas há sete anos e tentam uma inseminação artificial para terem seu primeiro bebê. As outras "protagonistas" são a tenista Dana Fairbanks (Erin Daniels), que lida com a dificuldade de assumir a própria sexualidade; Aline Pieszecki (Leisha Hailey), uma bissexual, às voltas com uma relação conturbada com a atual namorada; Shane McCutcheon (Katherine Moennig), uma cabeleireira que já se prostituiu vestida de homem e que não se envolve com ninguém, buscando apenas o sexo pelo sexo; e Jenny Shecter (Mia Kirshner), nova vizinha de Bette e Tina, que vive com seu namorado Tim Haspel (Eric Mabius), ao mesmo tempo em que lida com uma crescente atração por sua amiga Marina Ferrer (Karina Lombard), que é dona de um bar/café chamado The Planet, o ponto de encontro das amigas nos episódios.


Focando no envolvimento de mulheres que se sentem atraídas sexualmente por outras mulheres, a série muitas vezes investiu nas experiências bissexuais de suas personagens. Aliás, o espectro da sexualidade humana é tão bem retratado em The L Word, com seus tipos exóticos e interessantes que é impossível não pensar em quantas pessoas não se identificaram com aquelas personagens que, apesar de ficcionais, por vezes soaram tão reais.

Com algumas participações especiais durante o tempo que esteve no ar, certamente a que mais merece destaque aconteceu no segundo ano de The L Word, quando o ator Ossie Davis deu vida ao personagem Melvin Porter, pai da personagem Bette Porter. A participação do ator foi a última de sua carreira, já que ele faleceu em 2005, antes mesmo dos episódios que gravou serem exibidos. Como forma de homenagem, sua participação rendeu à série o único Emmy Awards que recebeu durante sua exibição: o de Melhor Ator Convidado em Série Dramática.


Questionada sobre o significado do nome da série, a criadora Ilene Chaiken afirmou que o nome The L Word (em português, algo como A Palavra com L) poderia se referir tanto às palavras amor (love, em inglês) quanto lésbica (lesbian, em inglês), ou ainda à várias outras palavras iniciadas com L que se enquadrariam perfeitamente na temática do programa. Em sua abertura, por exemplo, algumas palavras surgem enquanto os créditos são apresentados, entre elas: longing (desejo), lies (mentiras), laughter (riso), lesbian (lésbica), lust (luxúria), life (vida) e Los Angeles (cidade onde a série é ambientada).

Assim como Queer as Folk, The L Word mostrou-se uma série que apesar de focar num grupo distinto, conseguiu atrair uma audiência maior, interessada na vida daqueles personagens e em suas experiências, mostrando que por mais diferentes que possam ser as pessoas, em essência, somos todos iguais, com problemas e inquietações semelhantes, não importa qual seja nossa orientação sexual.

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