15 de jan de 2013

A Viagem, de Tom Tykwer, Andy Wachowski e Lana Wachowski

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Não haveria título melhor para o filme, no Brasil, do que A Viagem. Sim, os criadores de Matrix fizeram um filme tão ou mais viajante do que a trilogia de Neo. Mas isso não significa, necessariamente, que o filme seja ruim. Pelo contrário. Então, como Jack, vamos por partes.

A Viagem (Cloud Atlas, no original, que possui uma identificação bem maior com o enredo) mostra seis histórias, em seis períodos de tempo diferentes, conectando passado, presente e futuro. Desde à época da escravidão, no século XIX, passando pela década de 1930, 1970, início de século XXI, século XXII e um futuro distante, onde os humanos vivem novamente de maneira primitiva, após a chamada "Queda".



Não é, no mínimo, interessante esse enredo? Como as escolhas do passado poderiam intereferir e ter conexão direta com esse futuro apocalíptico mais de 300 anos depois? É isso que A Viagem tenta nos mostrar.

Durante as quase 3 horas de filme, a atenção tem que ser total. Uma piscada aqui ou um bocejo ali, podem atrapalhar todo o entendimento da obra. Nesse ponto, o roteiro peca bastante, por não conseguir prender a atenção durante todo o filme, que se torna consativo. Vamos do passado ao futuro, do futuro ao presente, de volta ao futuro e mais uma vez ao passado em questão de minutos. Essa ambição em inovar acaba deixando a narrativa confusa em determinados momentos.

Entretanto, apesar disso, A Viagem é um ótimo filme, feito para aqueles que querem pensar, questionar. Com uma boa mistura de ciência, religião, consumismo, preconceito e filosofia, os criadores conseguem, ainda que de forma superficial, conectar todas as histórias e mostrar como uma escolha pode influenciar a vida de outras pessoas em momentos diferentes.


O longa conta com um elenco à altura de suas pretensões, com Tom Hanks, Halle Barry, Hugh Grant, entre outros. Sendo que cada ator interpreta até seis personagens - foco em Hugo Weaving, mais uma vez, o vilão de todas as histórias. E possui também um excelente trabalho de maquiagem e figurino. Duvido que vocês consigam identificar quem é quem durante todo o filme!

Enfim, A Viagem é uma viagem. Talvez com algumas turbulências e um pouco longa demais, mas nada que um pouco de boa vontade, um pontapé na preguiça e uma ótima trilha sonora - uma das referências mais importantes do filme - não solucionem. Um ótimo filme para aqueles que sabem que terão que prestar atenção ao que se passa na tela - algo raro hoje em dia, com tantas conversas paralelas, barulhinho de celular, etc.

Se você não quer pensar e raciocinar, procure imediatamente outra opção nos cinemas. Ou um médico.

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