18 de jan de 2013

As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky




Alguns filmes tem a capacidade de falar com o público de forma singular. Suas tramas são envolventes e, mesmo depois de assistidos, permanecem em nossas mentes, nos fazendo companhia enquanto meditamos sobre aquela história e personagens. É esse o caso de As Vantagens de Ser Invisível, que assisti com certo atraso, mas ainda a tempo de me deliciar com sua trama.

Baseado no livro de mesmo nome lançado em 1999, o filme foi roteirizado e dirigido por seu próprio autor, Stephen Chbosky. E a trama de As Vantagens de Ser Invísivel (The Perks of Being a Wallflower, no original) acompanha um atribulado ano escolar do jovem Charlie. Depois do suicídio de seu melhor amigo, Charlie inicia o ensino médio sem nenhuma companhia e sendo totalmente invisível nesse novo ambiente. Até que conhece Patrick e Sam, dois meio-irmãos que o resgatam dessa solidão, tornando-se seus melhores amigos.


Apesar da aparente simplicidade dessa sinopse, o filme é tudo, menos banal. Falando de assuntos como abuso sexual, homossexualidade, uso de drogas e depressão juvenil, a trama trata de tudo isso de maneira simples, mas não rasa. É plenamente possível traçar um paralelo entre a vida de Charlie e seus amigos e a sua própria adolescência, por exemplo, facilitando a empatia com aqueles personagens.

Mantendo o ar meio indie de grande parte das produções independentes americanas, o filme conquista e nos faz embarcar no universo criado pelo diretor Stephen Chbosky. Inexperiente no cinema (é seu primeiro segundo filme), Stephen é mais conhecido por seus trabalhos na televisão, veículo para o qual criou a série Jericho. Mas aqui, conquista ao desenvolver bem os personagens que criou e, parece, tem grande afeição. Claro que por ser o autor do livro que inspirou o filme, isso conta e muito.


Outro ponto importantíssimo para o bom resultado final foi a escalação de seu elenco. Logan Lerman constroi com delicadeza o seu Charlie, fazendo-nos sentir afeição pelo protagonista da história desde o início. Emma Watson, a eterna Hermione de Harry Potter, dá conta do recado ao dar vida à Sam, a contraditória mocinha da trama. Mas não tem jeito, o grande nome do elenco jovem acaba sendo Ezra Miller (que já havia impressionado em Precisamos Falar Sobre o Kevin) e seu Patrick, o jovem e divertido gay desse grupo de amigos. Além disso, desfilam pelo filme nomes como Paul Rudd (Friends), Nina Dobrev (Vampire Diaries), Dylan McDermot (American Horror Story) e Kate Walsh (Private Practice), conhecidos do público fã das séries de televisão.

Com uma trilha sonora calcada em clássicos do rock e do indie rock, pesonagens adoráveis e uma trama envolvente, As Vantagens de Ser Invisível é daqueles filmes que te pegam pelo pé e te fazem querer saber mais sobre essa história. O resultado? Encomendei o livro em que o filme foi baseado e pretendo me envolver ainda mais com esses personagens.

Para aqueles dias em que tudo que você precisa é de um bom filme, a dica não poderia ser outra. Delicie-se com As Vantagens de Ser Invisível e embarque nessa aventura de volta à adolescencia orquestrada por Stephen Chbosky. 

Eu garanto: a viagem vai super valer a pena!
Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
FacebookTwitter

0 comentários:

Share