22 de jan de 2013

#BaúPop: 1939, o Ano que Ficou!



O ano de 1939 é, até hoje, o mais marcante e importante para história do cinema. Istoporque cinco dos filmes lançados naquele ano se tornaram célebres e, mais do queisso, adentraram a história tornando-se clássicos e referências até os dias atuais.

E é falando sobre essas cinco obras clássicas que inauguramos o nosso #BaúPop que, eventualmente, falará um pouco sobre a história e os clássicos do universo do entretenimento. Afinal, se o mundo hoje é pop, isso se deve aos clássicos que firmaram a base para tudo o que viria depois deles, não concorda?

Assim, vamos relembrar um pouquinho desses cinco filmes lançados em 1939 e reverenciados até os dias atuais? Mas, antes de detalhar um pouquinho da história de cada um, é melhor conhecê-los, não é mesmo? Já é sem tempo! Com vocês, as obras primas de que estou falando e seus respectivos gêneros:

  • O Mágico de Oz (musical)
  • Ninotchka (comédia)
  • No Tempo dasDiligências (western)
  • O Morro dosVentos Uivantes (romance)
  • ...E o Vento Levou (romance/épico)
Agora, com todos devidamente apresentados, vamos conhecer um pouco de curiosidades sobre cada uma dessas obras? Vem com a gente!


O Mágico de Oz
A Metro-Goldwyn-Mayer, estúdio responsávelpela produção desse clássico, sonhava em ter Shirley Temple como estrela do longa. Mas, contratada pela Fox, a notável garota não a liberou para o papel de Dorothy.

Sobrou então para Judy Garland (naépoca com 16 anos) estrelar o filme. Bem que tentaram esconder os seios daentão adolescente, mas isto não foi um problema. Muito pelo contrário. Aoassistir ao filme, ninguém se importa com a idade da jovem, afinal ela estáperfeita do começo ao fim. 

A famosa canção Over The Rainbow quase não entrouno filme e os efeitos especiais da época impressionam até hoje.

Ninotchka
Este filme foi lançado com o famoso slogan Garbo Ri. Isso, porque Greta Garbo era famosa até então por seus dramas existenciais que emocionavammilhões de pessoas em todo mundo, arrancando lágrimas e deixando todos vidrados na telona. Entretanto, foi com esta comédia atemporal quepudemos ver que seu talento ia além da força dramática. 

Apesar de grande parteda comédia de Ninotchka não estar situada nela, é bom ver Greta em uma personagem mais levedo que ela estava habituada a fazer até então.






No Tempo das Diligências
O filme que serviu de inspiração paraAkira Kurosawa fazer Os Sete Samurais, também serviu de inspiração para OrsonWells fazer Cidadão Kane. Isto apenas mostra o quanto este western se tornouimportante.

Estrelado por Claire Trevor e John Wayne, o filme inspirou as plateias e fez com que o gênero fosse ainda mais aclamado.






O Morro dos Ventos Uivantes
Este filme, estrelado por Laurence Oliviertem uma história interessante por trás, que movimentaram os bastidores da produção na época. 

Laurence era casado com Vivien Leigh ealmejava que sua esposa fizesse a personagem principal ao lado dele. EntretantoVivien era completamente desconhecida em Hollywood e o personagem acabouficando com Merle Oberon. Mas Vivien Leigh tinha outros planos: ela queria serScarlet O’Hara e, como todos sabem, ela conseguiu e se tornou a grande estrelaque conhecemos até hoje. 

Este filme é notável por ser uma adaptação fieldo grande romance de Emily Brontë. A fotografia impressionante e taciturnavenceu o Oscar e ainda podemos perceber o perfeccionismo do diretor William Wylerque, segundo David Niven, repetia as cenas à exaustão.


... E O Vento Levou
O clássico dos clássicos. Um drama épicoque agitou Hollywood antes mesmo de ser lançado. O produtor David O. Selznickjá tinha o seu galã, Clark Gable , o grande astro que (pasmem!) nem queriafazer o personagem. Entretanto, ainda precisava-se de uma mocinha à altura, alguém que dessecredibilidade à  história e que fizesse um homem como Rhett Butler correratrás dela. 

Todas as estrelas da época queriam o papel (de Bette Davis aKatharine Hepburn), mas David não estava satisfeito e queria um rosto novo, promovendo uma avalanche de testes.  Tallulah Bankhead, PauletteGoddard, Jean Arthur,  Joan Bennett,  Lana Turner  e Susan Hayward foram algumas delas. A grande favorita era Paulette Goddard que só não ficou coma personagem porque vivia com Charles Chaplin sem estar legalmente casada comele. 

Eis então que chega a Hollywood uma jovem inglesa trazida pelo grandeLaurence Olivier.  O próprio Selznick contou que quando pôs os olhos nelasabia que havia encontrado a atriz certa. 

O resto é historia. O filme nãoapenas faturou vários prêmios da Academia, como também se transformou neste sucesso queconhecemos até hoje, atravessando gerações.
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Dessa forma, pergunto: o ano de 1939 foi ou não marcante para o cinema e para a cultura pop como um todo?

Serginho Tavares  
Serginho Tavares, apreciador de cinema, para ele um lugar mágico e sagrado, de TV e literatura. Adora escrever. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência e com os pés bem firmes na terra.
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2 comentários:

Leandro Faria disse...

Cara, curti muito esse post e, confesso, me deu uma certa vontade de corrigir um gap da minha formação: assistir a todos esses clássicos.
Dos listados e feitos em 1939, vi apenas ...E o Vento Levou.
Fora isso, seu texto está levíssimo, gostoso de ler.
Já estou ansioso pelas outras jóias que virão desse Baú!
Bela estréia!

Wagner Pacheco disse...

Beijo sociedade, assisti a todos ! #pah hahahaha

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