29 de jan de 2013

Pé na Cova - Primeiras Impressões







Ainda na epidemia de microsséries e seriados da Rede Globo, chegou a vez de falarmos de Pé na Cova, criada por Miguel Falabella. Apesar de não ser muito fã do diretor, ator e um pouco de tudo da televisão, resolvi insistir e tentar mudar meu conceito.

Mesmo com algumas falhas desnecessárias e perceptíveis, ainda é muito cedo para encher a série de críticas apenas com um primeiro episódio. "Inspirada" na Família Adams, todas as quintas-feiras vamos conhecer um pouco mais da história da família do patriarca Ruço. Acredite, se em todo lar tem um um pouco de tudo, nesta casa encontramos tudo e mais um pouco.

Em um cardápio onde se há lésbicas, transexuais, strippers, órfãos, alcoólatras e doentes mentais, vamos tentar trocar as aventuras de A Grande Família pelas confusões do pessoal do Irajá, que sobrevivem da desgraçada e dor alheia. Sim, Ruço é o proprietário da F.U.I (Funerária Unidos do Irajá) e, junto com seus vizinhos, filhos, namorada e ex-esposa, toca pra frente a empresa que tem como lema "A morte é nosso negócio. A sua tristeza é a nossa alegria".


Logo no primeiro episódio não ficou muito claro qual será o objetivo da série, afinal, não sei vocês, mas eu adorava A Grande Família e a considerava uma série de comédia. Mas, apesar da mesma classificação para Pé na Cova, fiquei sem entender o que será feito nos 24 episódios encomendados apenas para essa primeira temporada. Como unir tantos personagens cômicos em um lugar só, sem parecer no mínimo exagerado?

O elenco surpreende, comandados pelo experiente Miguel Falabella, que interpreta  chefe de família Ruço, e a veterana Marília Pêra, que além de ex-mulher de Ruço é uma trambiqueira de mão-cheia que está se recuperando após uma temporada em uma clinica de reabilitação. Contamos com uma mistura de atrizes e atores alternativos. Na pele dos filhos temos Luma Costa, que vive a stripper lésbica que tem um caso não-assumido com Tamanco, interpretada pela sambista Mart'nália que, inclusive, está estreando seu primeiro papel na TV, e também o sem sal nem açucar Alessanderson, vivido por Daniel Torres, que sonha em ser vereador, mas por enquanto  mostrou-se apenas mais um peso no meio dos personagens caricatos.


Entre meus favoritos estão Bá (Nina Machado), uma idosa que já cuidou de todo mundo na família, mas hoje não se lembra de nada e, às vezes, é até esquecida pelos moradores da casa, e também Adenóide (Sabrina Korgut), a empregada doméstica falida que só tem tragédia pra contar.

Se Pé na Cova vai arrancar gargalhadas do público, só o tempo poderá nos responder. Mas uma coisa eu garanto: nossas noites de quinta-feira não serão as mesmas sem as camisas bregas de Agostinho e as presepadas d'A Grande Família.
Ariadny Theodoro  
Ariadny Theodoro,incansavelmente bipolar e a primeira mulher da trupe do PdB. Apaixonada por literatura, séries de televisão, teatro e fotografia digital, escreve por necessidade de manifestar suas diversas paixões, nem sempre compreendidas pelos demais. Escreve sobre tudo - o bom e o ruim! Afinal, alguém tem de ter a difícil tarefa de alertar ao mundo que nem tudo é sempre bom!
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3 comentários:

Serginho Tavares disse...

A série provoca risadas nervosas, brinca com a morte de um jeito que confesso me deixa sem jeito. Não sei se curti, como disseste bem, ainda é muito cedo!

Leandro Faria disse...

Eu ainda não assisti a esse primeiro episodio, acredita?
Mas vou corrigir isso antes de quinta.

Sei lá, acho que a ideia é ser meio Familia Adams, meio Six Feet Under.
Vamos ver no que isso vai dar, né?

Ariadny Theodoro disse...

Sim, muito Six Feet Under mas vamos combinar que ficou bem longe disso, aliás, ficou bem longe de qualquer definição. O episódio acabou e eu fiquei tipo WTF?????

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