22 de fev de 2013

#BaúPop: O Guarda-Costas, de Mick Jackson


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Há um ano, a diva Whitney Houston nos deixava órfãos de seu superlativo talento. Além de cantora, a estrela da música experimentou o sucesso no cinema ao ser convidada por Kevin Costner para estrelar o filme O Guarda-Costas (The Bodyguard, no original) baseado num roteiro escrito por Lawrence Kasdan nos anos setenta quando deveria ter sido filmado. Se isto tivesse acontecido teríamos visto Diana Ross e Steve McQueen nos papéis que foram de Houston e Costner. Nunca saberemos se teria sido o mesmo sucesso ou um fracasso retumbante, entretanto, sempre me pareceu que o filme esperou anos porque estava a espera da estrela certa para fazê-lo.

Em O Guarda-Costas, Whitney não tem nenhuma interpretação digna de Oscar, tampouco Costner, mas eles emprestam carisma e simpatia aos seus personagens. Ela como uma estrela mimada no auge da carreira; ele como um segurança carrancudo que guardava dentro de si mesmo a tristeza de ter estado de folga no dia que o ex-presidente americano Ronald Reagan levou um tiro. Mesmo assim eles exercem fascínio um no outro.

Ele é o homem que está ali para protegê-la, ela é mais frágil do que aparenta, mas não quer que ninguém saiba disso; ele percebe sua fragilidade, quer cuidar dela e, à medida que vai descobrindo quem é sua cliente, percebe que ele é o homem certo para protegê-la e cuidá-la, como um verdadeiro macho alfa, diga-se de passagem. A personificação deste envolvimento foi muito bem utilizada como cartaz do filme, onde vemos Whitney sendo carregada nos braços por Costner numa noite chuvosa.


Talvez muito dessa fragilidade que vemos na personagem de Whitney tenha sido trazida por ela mesma, uma estrela no auge da carreira que tinha acabado de conhecer o cantor Bob Brown, alguém que, para ela, era o homem de sua vida, mesmo com todos dizendo o contrário. Ele dizia coisas que ela queria ouvir, ela parecia envolvida e acolhida por ele. Talvez a nossa Whitney fosse mesmo tão frágil quanto a Rachel Marron que representou, mas isto tudo são apenas suposições.

Voltando ao filme, o roteiro é bem simples: estrela de Hollywood está sendo ameaçada, seria por um fã maluco? A princípio é isso que se imagina. Então um segurança é contratado para protegê-la e eles se apaixonam.

Com certeza o grande charme da história são as canções que Whitney interpreta. Ela regravou um clássico country escrito por outra diva, Dolly Parton, I Will Always Love You (vídeo abaixo), que ficou 14 semanas consecutivas em primeiro lugar em execução, tornando-se a música que mais tempo ficou nessa posição. O single vendeu cerca de dez milhões de cópias no mundo todo, com certeza graças a performance de Whitney que a transformou na balada mais cantada dos últimos vinte anos. Além disso regravou I'm Every Woman, de Chaka Khan. I Have Nothing e Run To You foram feitas especialmente para o filme e foram indicadas ao Oscar de melhor canção (perderam para A Whole New World, música de Aladdin, infelizmente àquela época as músicas dos desenhos da Disney levavam tudo mesmo). 

The Bodyguard é o 4º álbum mais vendido de todos os tempos e a trilha-sonora mais vendida da história .



O Guarda-Costas foi um enorme sucesso em todo mundo. Whitney Houston nunca mais fez um filme com o mesmo  sucesso (nem Kevin Costner), mas é inegável o quanto este filme se tornou emblemático ao longo dos anos e ajudou a imortalizar uma das maiores cantoras de todos os tempos.

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Serginho Tavares  
Serginho Tavares, apreciador de cinema, para ele um lugar mágico e sagrado, de TV e literatura. Adora escrever. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência e com os pés bem firmes na terra.
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