4 de fev de 2013

Go On: Uma Reunião de Malucos Orquestrada por Matthew Perry





Em outubro de 2012 tivemos a possibilidade de rever o Chandler, ops!, quer dizer, Matthew Perry na televisão! Bem, esse foi o primeiro passo para que Go On desse certo aos olhos dos telespectadores. 

Lembranças boas à parte, é preciso frisar que é necessário assistir a Go On de peito aberto, sem aquela nostalgia de desejar reviver a incrível saga de Friends, de forma a evitar que associemos imediatamente Ator x Personagem. E eu sei muito bem como isso é difícil, afinal foram 10 temporadas de muito sucesso!

Isso dito, vamos à "nova" série. Go On retrata a história de Ryan King (Matthew Perry), um comentarista esportivo que viveu um verdadeiro turbilhão proporcionado pelo sentimento de perder alguém para a morte. Após uma breve licença, entretanto, ele está pronto para “começar” novamente em seu trabalho mas, aparentemente, tem a sensação de que continuava sentindo-se o mesmo, sem saber como lidar com seus sentimentos. Por isso, apesar de relutar, Ryan é encaminhado pelo seu chefe Steven (John Cho) para participar de um aconselhamento terapêutico antes de voltar para sua velha rotina de trabalho. A partir daí se inicia o grande “recomeço” de Ryan King!

Ryan, o comentarista relutante, passa então a frequentar uma terapia em grupo, tendo como único objetivo finalmente conseguir retornar o trabalho. Contudo no primeiro dia de tratamento, o intrigante Ryan levanta o questionamento de “quem possui o maior dos problemas?” , “quem tem a história mais triste?”. A partir daí, as relações desse grupo se transformam, na medida em que a naturalidade de transparecer e o aparente desinteresse de Ryan em se resignar tornam-se o grande tempero que o grupo precisava.



A partir de então, novas relações passam a se constituir dentro do grupo. Ajuda mútua? Solidariedade? Amizade? Amor ao próximo? Bem, essas são as perguntas que os complexos personagens procuram desmistificar de forma totalmente implícita em sua terapia e é o que a inusitada série procura nos fazer pensar.

Um ponto importante a se frisar, é que para se assistir a série é legal curtir o famoso gênero “tragicomédia” que, pouco a pouco, envolve o espectador.  Go On faz esse misto de comédia com os dramas cotidianos de forma bem equilibrada, e isso não é uma tarefa fácil numa trama que possui pouco mais de vinte e cinco minutos de duração por episódio.

A cada episódio podemos ver de forma clara como os personagens são um bando de doidos bem peculiares, mas que também são percebidos como personagens que sofrem. E a maneira como isso é mostrado sempre vem com um toque que mistura sentimentos, como os que vivemos a cada dia.

No primeiro episódio, por exemplo, nos deparamos com um conjunto de situações acontecendo ao mesmo tempo, que pode parecer extremamente confuso e que é, na verdade, o grande trunfo de Go On: ir na contramão da lógica, sem nos apresentar um contexto e nos situar de cara na história. A série procura nos guiar pelo caminho da "realidade", de maneira intensa, misturada e cheia de possíveis aparências que serão construídas e desconstruídas no decorrer dos episódios.

Uma coisa é certa: ao se permitir embarcar na trama de Go On, será impossível parar de assistí-la!

Leandro Faria  
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1 comentários:

Leandro Faria disse...

Bruno,
Excelente participação, viu!
Eu, que só vi um ou outro episódio da série, fiquei com vontade de conferí-la na íntegra!
No mais, sinta-se à vontade para escrever para o PdB sempre que quiser!
Um abraço,
Leandro

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