18 de mar de 2013

#BaúPop: O Mágico de Oz, de Victor Fleming


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Como já vimos aqui no #BaúPop, 1939 é um ano clássico para o cinema. E um dos filmes responsáveis por isto foi O Mágico de Oz (The Wizard of Oz, no original). Realizado por Victor Fleming, o mesmo de ...E o Vento Levou, o filme é uma adaptação do livro do mesmo nome de L. Frank Baum publicado em 1900. O mesmo se tornou um grande sucesso e, em 1938, a Metro-Goldwyn-Mayer comprou os direitos para levá-lo às telas.

Com o estúdio certo de que o filme seria um grande sucesso, o roteiro logo começou a ser preparado, passou por varias modificações, mas ficou pronto no mesmo ano. Logo em seguida começaram as filmagens, que duraram cinco meses. Vendo de hoje, à distância, parece que tudo foi tão simples, mas isso não foi bem assim. Como todo o clássico que se preze, muitos histórias rondaram este projeito e as mais conhecidas foram as constantes trocas do elenco e da direção.


Primeiro foi a atriz Gale Sondergaard que, escalada para ser a grande vilã da história, não gostou das modificações da sua personagem e saiu do projeto. Em seu lugar entrou Margaret Hamilton e, vamos confessar que é difícil imaginar outra pessoa para o papel que acabou por se tornar referência para a personagem de bruxa até hoje. Outro que não gostou de seu papel foi Ray Bolger, que seria o Homem de Lata mas pediu para trocar de papel com Buddy Ebsen, que seria o Espantalho. Infelizmente, depois de começadas as filmagens, Ebsen teve uma grande alergia por causa da maquiagem usada para o personagem e quase morreu. Acabou sendo substituído por Jack Haley.

Para o papel principal, a MGM queria Shirley Temple. Mas a menina mais famosa do mundo na época era contratada da Fox, que não a liberou. Então sobrou para Judy Garland cantar Over the Rainbow e imortalizar-se.



A realização do filme, assim como a de ...E o Vento Levou também foi conturbada. Primeiro Richard Thorpe começou a rodar algumas cenas, mas foi demitido.  Em seu lugar entrou George Cukor, que acabou modificando várias coisas e refilmando as cenas de Judy Garland e Margareth Hamilton. Mas então Cukor foi para ...E o Vento Levou e saiu do projeto dando o lugar a Victor Fleming, que acabou também indo substituir Cukor em... ...E O vento Levou! Sendo assim King Vidor assumiu o filme e rodou as cenas que faltavam.

O filme recebeu dois Oscars: o de Melhor Trilha Sonora e de Melhor Canção (para a já citada e Over The Rainbow), mas também foi indicado para Melhor Filme, Direção de Arte, Fotografia Efeitos Especiais. Tornou-se um sucesso no mundo todo, contagiando não apenas crianças, mas pessoas de todas as idades até hoje.

O Mágico de Oz tem o mérito de ter sido ousado em vários sentidos. O filme começa em preto e branco e depois se torna colorido; e este momento de passagem é um dos pontos altos do filme, porque consegue arrepiar até hoje, sendo a ideia "reaproveitada" no atualmente em cartaz Oz: Mágico e Poderoso. Era a técnica aliada ao artístico que, com os efeitos especiais tão bem realizados e colocados na medida certa, fazendo do filme inesquecível.


Para completar, é claro que temos Judy Garland e Margareth Hamilton em papéis que as consagrariam. Judy, então aos 16 anos, nos deu a doce Dorothy de uma maneira única, estando natural e nem um pouco forçada. Enquanto isso, Hamilton, em um verdadeiro tour de force, personificou a bruxa má de uma forma ímpar e jamais esquecida. E, é claro, jamais nos esqueceremos do Espantalho sem cérebro, do Homem de Lata sem coração, do Leão sem coragem e do pequeno cãozinho Totó, o grande pivô da ida de Dorothy para Oz.

O Mágico de Oz, o original de 1939, é um filme que deve ser visto e revisto. Melhor, é um filme que deve fazer parte da coleção de qualquer amantes de cinema em todo o mundo. Um clássico indiscutível, hoje carinhosamente lembrado em nosso #BaúPop!
Serginho Tavares  
Serginho Tavares, apreciador de cinema (para ele um lugar mágico e sagrado), de TV e literatura. Adora escrever. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência e com os pés bem firmes na terra.
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