12 de mar de 2013

Oz: Mágico e Poderoso, de Sam Raimi






Dizem que nessa vida, nada se cria, tudo se copia. Por isso, no cinema é quase sempre mais lucrativo se investir em histórias conhecidas do grande público do que apelar para algo inédito. Dessa forma, a clássica história de O Mágico de Oz está de volta às telonas e ao mundo da cultura pop. 

Criação do autor americano L. Frank Baum e imortalizado no cinema com o clássico de 1939, estrelado por Judy Garland, o universo de Oz retorna à baila nesse Oz: Mágico e Poderoso. O lado bom disso? O filme é envolvente e apresenta uma trama deliciosa que, se não tem o charme do filme original da década de 30, também não decepciona.

É importante deixar claro que quem for ao cinema assistir a Oz: Mágico e Poderoso não verá Dorothy e seus companheiros de jornada na tela grande. O filme é um prelúdio da obra original, contando a história de como um certo Oscar Diggs se transformou no famoso Mágico de Oz, 20 anos antes da chegada de Dorothy  à referida terra mágica onde se passa essa história.



Aqui somos apresentados à vida de Oscar Diggs, um mágico de um circo mambembe, que vive de truques e confusões pelo estado do Kansas. Até que um belo dia, ao fugir de um problemão, acaba subindo em um balão que, em reta de colisão com um furacão, acaba sendo enviado ao mundo de Oz. Lá, se encanta com a possibilidade de se tornar um homem rico e famoso ao ser apontado como parte de uma profecia sobre o futuro do lugar. Entretanto, no meio de tudo isso existem as três famosas bruxas Theodora, Evanora e Glinda, que podem ser suas aliadas ou inimigas.

Contando com efeitos especiais de encher os olhos, o uso de 3D é moderado e, como venho observando em diversos filmes que se utilizam da tecnologia, não necessariamente relevantes. Claro, é muito legal ver uma criatura voando em sua direção e a poeira à sua volta, mas isso não acrescenta absolutamente nada à trama que está sendo apreciada na tela grande. 

O diretor Sam Raimi, que retorna aqui aos grandes filmes depois da trilogia Homem-Aranha, parece entender que é a terra de Oz um dos grandes personagens do filme. Tanto é que a decisão do diretor de apresentar a vida de Oscar no Kansas em preto e branco e em uma projeção menor se contrapõe à explosão de cores e à tela cheia que passa a dominar a narrativa assim que o mágico chega a Oz. E que fotografia belíssima tem o filme! A terra de Oz vista no longa é espetacular, com um excelente uso de computação gráfica que nos deixa com muita vontade de sermos também parte da população do lugar.


Vivendo o protagonista Oz, James Franco esbanja carisma no papel, construindo um mágico charlatão que se utiliza de sua beleza e lábia para conquistar o maior número possível de mulheres. Chega a ser hilário vê-lo em ação, já que a canastrice caiu como uma luva para o personagem. Um dos pontos positivos da história reside em deixar até um pouco mais da metade do filme dúvida na mente do espectador sobre quais das bruxas são efetivamente boas ou más. Milla Kunis (Theodora), Rachel Weisz (Evanora) e Michelle Williams (Glinda) estão muito à vontade em seus papéis e esbanjando carisma e beleza na tela grande, conquistando a nós e, é claro, ao sedutor Oz de James Franco.Completando o time de personagens carismáticos do longa, estão o divertido macaco alado e leal assistente de Oz e a adorável bonequinha de porcelana que junta-se ao mágico em sua jornada.

Com personagens carismáticos interpretados muito bem pelos atores, Oz: Mágico e Poderoso poderia ser apenas um pouquinho menos longo do que efetivamente é, com suas duas horas e seis minutos de duração. Lá pela metade da projeção me peguei consultado o relógio algumas vezes, o que poderia ser um problema se o ato final não retomasse o ritmo e compensasse uma pequena barriga da história. O que, claro, poderia ter sido evitado se o filme fosse um pouco menor.






Entretanto, essa viagem para Oz é imperdível e nos deixa com um gostinho de quero mais. Eu, pelo menos, fiquei curiosíssimo para conhecer mais a fundo aqueles personagens e as histórias que antecederam à chegada de Dorothy àquele mágico universo que vemos aqui. O que, aliás, não deve demorar a acontecer: com o grande sucesso do filme em sua estreia, uma continuação já está garantida. 

Resta-nos agora aguardar para novamente retornarmos junto com Oscar à Oz, seus personagens carismáticos  e viver novas aventuras nesse mundo mágico e belo!
Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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1 comentários:

Shirley disse...

que bom ler essa crítica, Leco, já que pretendo ir assistir Oz ainda essa semana! e, se você gostou, é pq deve MESMO ser bom! ;-) Bjo, querido, parabéns pelo texto!

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