12 de mar de 2013

Teatro: Rock in Rio - O Musical



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Chegou a hora da aventura mais fantástica de todos os tempos, onde a palavra vira música e a música vira história! Ok, ok, não é pra tanto. Mas, sim, chegou a hora da minha primeira crítica teatral!

Brincadeiras à parte, lágrimas rolando - pela emoção da primeira resenha de teatro - e ainda empolgado pela apresentação de sábado à tarde/noite, quando o Rock in Rio voltou (???) à minha vida (dessa vez de maneira bem menos estressante e sem deixar meus cabelos ainda mais brancos), resolvi falar dessa experiência pra lá de interessante. 

Na grandiosa Cidade das Artes, que agora não é mais só um elefante branco em plena Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro (talvez seja um rinoceronte branco, apenas) somos apresentados à belíssima Grande Sala, onde entramos em contato com as angústias de Alef, um garoto que não fala há 15 anos, desde o desaparecimento do seu pai. No entanto, Alef ama música e se comunica através dela. Ele será o condutor da aventura musical que se segue por quase 3 horas.


Mas, claro que Alef não poderia estar só nessa empreitada. Sofia, uma menina não menos problemática, retorna ao Brasil para passar alguns meses com seu pai. Ela, ao contrário de Alef, fala demais, já que tem nas palavras uma fuga pela perda da mãe, também há 15 anos. E odeia música.

É na universidade que Alef e Sofia, os opostos, se encontram e começam uma relação sempre ligada  ao Rock in Rio e que tem no festival sua locação durante o último - e melhor - ato. Também porque o pai de Sofia, Orlando Tepedino (Guilherme Leme), é o organizador do festival.

Parece simples, não?! Pois é, não é. Pelo contrário. O musical encanta. Momentos de nostalgia, saudade, risos e emoção tomam conta da plateia. O enredo da peça, no entanto, pode parecer um pouco confuso. Não tente se situar temporalmente na obra. Não vai rolar. O que vemos é um período de tempo alternativo, com ameaça de fechamento do congresso e Britney Spears, por exemplo. Ou seja, todas as edições brasileiras do festival estão presentes no contexto histórico da obra, no que deveria ser - e é - o primeiro Rock in Rio, só que numa versão "tudo ao mesmo tempo agora".

Mas, é exatamente aqui que gosto de dizer sobre musicais: o negócio é curtir - ou não ver! Temos no palco boas e excelentes atuações. Os protagonistas são o destaque - mais por Sofia, vivida pela ótima Yasmin Gomlevsky. Hugo Bonemer, Alef, também não decepciona. Além deles, é Ícaro Silva quem rouba a cena quando está no palco como Marvin (sim, Marvin). Kakau Gomes (Diana) e Caike Luna (Geraldo, o assistente de Orlando - hilário!!!) também se destacam. E, é claro, não podemos esquecer da grande Lucinha Lins, que vive a mãe de Alef.


Algumas cenas ficarão para sempre em minha memória como, por exemplo, Marvin citando as poucas atrações que já passaram pelo festival e algumas versões fantásticas de sucessos que marcaram o Rock in Rio, como Don`t Let The Sun Go Down On Me e o próprio Tema do Rock in Rio, por exemplo. E destaco, também, a impressionante estrutura de palco, além dos cenários e do figurino, todos impecáveis.

Enfim, Rock in Rio - O Musical não é perfeito. Mas, se fosse, não seria Rock in Rio - o que é ótimo!  Aqui o assunto é música e um pouquinho de história (quase estória). E, nesse ponto, o musical é excelente e inesquecível. Não deve em nada - mesmo - a musicais da Broadway, da estrutura às atuações.

Não percam Rock in Rio - O Musical! Vale cada segundo. Afinal, hoje - e sempre - é dia de Rock (in Rio), bebê!
Bruno Schmidt  
Bruno Schmidt, vascaíno fanático, cinéfilo, devorador de livros, viciado em TV e internet - no celular. Redator publicitário, marquetista - não marqueteiro -, marrento e... petropolitano. Com ele o papo é sobre cinema, livros e TV. Mas sem cerveja, ok?!
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3 comentários:

Suzana disse...

Gente, que texto alegre (no bom sentido). Fiquei surpresa porque não parece vc (nem tô te chamando de cínico nem nada, rs).

Sobre o musical: não fosse lá na pqp, até iria.

Leandro Faria disse...

Quando eu estava editando o texto, pensei: "gente, o Bruno se divertiu mesmo, porque até o texto tá divertido!".
Ficou bem legal o texto e pensei a mesma coisa que a Suzana: "que droga isso ser lá na Barra da Tijuca!"
Tomara que volte ao Rio e que fique em algum lugar mais decente!

Bruno SM disse...

Não vão perguntar se o texto é meu mesmo não?? rs

Podemos combinar para irmos em abril. Com direito a carona...rs

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