25 de abr de 2013

Mama, de Andres Muschietti



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Após algumas semanas em cartaz, finalmente assisti ao esperado - pelo menos por mim - Mama. Felizmente minhas expectativas positivas estavam corretas até o final. Ou melhor, até os 45 minutos do segundo tempo!

Após o assassinato da mãe pelo próprio pai, as irmãs Victoria e Lilly desaparecem sem deixar vestígios, após um acidente durante a fuga do pai. Nesse acidente, eles acabam encontrando uma cabana do meio da floresta onde a fuga teria fim. Ou não, pois é lá que também encontram Mama, um espírito/monstro/entidade/fantasma/alguma coisa pra lá de estranha.

Cinco anos depois as meninas são finalmente encontradas. Caberá ao seu tio Lucas (Nikolaj Coster-Waldau) e a namorada Annabel (Jessica Chastain), que tanto procuraram por elas, a guarda das crianças nessa readaptação à vida com outras pessoas, o que não será nada fácil. À medida que tentam apresentar às crianças uma vida normal, eles começam a se convencer que existe uma presença maligna em casa.


Mama é baseado no curta Mamá, de Andrés Muschietti, que também dirige este filme. E ele acerta em muitos aspectos. Todo o filme possui uma atmosfera tensa, triste e melancólica. Há momentos engraçados, mas em que o riso é mais pela tensão do momento do que pela comédia em si. A fotografia auxilia nessa atmosfera, utilizando com maestria as sombras e a escuridão - apesar de ser cansativo ter toda a "ação" durante à noite.

Cabe a Annabel, uma roqueira que nunca havia pensado em ter filhos, os momentos mais interessantes do longa, numa ótima atuação da excelente Jessica Chastain - completamente diferente de sua indicação ao Oscar por A Hora Mais Escura. Além delas, as crianças Victoria (Megan Charpentier) e Lilly (Isabelle Nélisse) dão um show à parte, com atuações aterrorizantes.

Mama, além de um belo filme de terror, é um drama. Afinal, vemos duas meninas que agem como animais e precisam da presença de um espírito/fantasma para se sentirem alegres. É com ela que se divertem, brincam. Victoria, a mais velha, será fundamental para essa possível humanização. Mas isso será suficiente para conviverem com seu tio e Annabel? E o que Mama achará disso?


Com um enredo simples e interessante, direção correta, ótimas atuações das personagens principais, boa fotografia e efeitos bem utilizados, Mama tinha tudo para ser um dos melhores filmes do gênero nos últimos tempos. Tinha...

Tudo ia muito bem até o final. Porque quando dá 45 do segundo tempo, levanta a placa com 3 minutos de acréscimos e... o filme perde o sentido! Depois de relevar a constante e cansativa trilha sonora (aquela que antecipa o que poderia ser um susto), de deixar de lado alguns personagens importantes que se perdem e são completamente estúpidos, esses 3 minutos fazem a diferença para o lado negativo.

O que poderia ser um excelente filme, torna-se somente um bom filme. Se não fossem os 3 minutos de acréscimos - sim, pra mim foi acréscimo - ele seria muito, mas muito melhor. Mesmo assim, Mama vale à pena. Um belo filme de terror, com tensão garantida e alguns sustos. Até o final. Ou quase.
Bruno Schmidt  
Bruno Schmidt, vascaíno fanático, cinéfilo, devorador de livros, viciado em TV e internet - no celular. Redator publicitário, marquetista - não marqueteiro -, marrento e... petropolitano. Com ele o papo é sobre cinema, livros e TV. Mas sem cerveja, ok?!
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