9 de mai de 2013

#BaúPop: O Albergue



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Em meados dos anos 80, dentro do gênero de terror, uma sub-categoria ganhou fãs e espectadores, ao mesmo tempo em que revelava mestres entre seus realizadores e cineastas. Estou falando do Gore, terror que faz de tudo para embrulhar os estômagos menos treinados com decaptações, exposições de orgãos e sangue (muitos litros de sangue mesmo!), tudo de um modo meio sádico e enferrujado.

Daquela época, podemos lembrar de nomes como do norte-americano Wes Craven e seu Quadrilha de Sádicos, do italiano Dário Argento em filmes como Suspiria e, é claro, não podemos esquecer de George A. Romero com o A Noite dos Mortos Vivos. Entre si, tanto esses citados como outros, apesar de uma pequena mudança dentro do gênero (mortos-vivos ou assassinos em série como tema, por exemplo) todos tinham uma coisa em comum, o tal do Gore.

Entre os meus favoritos (e, relativamente, mais recente) e que bebe na fonte do Gore, escolhi para o nosso #BaúPop de hoje um expoente dessa arte de causar ânsia. Trata-se de O Albergue (Hostel, no original), do diretor Eli Roth que, depois do independente Cabine do Inferno, veio agitar a plateia de todos os festivais de que participou e se tornou um filme cult quase que instantaneamente em 2005, ano em que foi lançado.


Produzido no tempo recorde de 12 meses, O Albergue é um filme que segue na linha do muito sangue, mutilações, com uma história que prende a atenção e com ótimos persongens. Isso sem esquecer do humor cínico e negro contido no filme.

A história é simples: dois jovens americanos e um islandês resolvem conhecer a Europa e seus prazeres com suas mochilas. Depois de uma passagem  regada a drogas e prostituição por Amsterdã, os jovens resolvem seguir o conselho de um outro mochileiro e assim ir para o leste europeu, onde as mulheres são selvagens e adoram um estrangeiro. Chegando lá, é meio que esperar a festa começar nos albergues e assim se juntar ao grupo. Mas essa cara de comédia adolescente acaba quando um deles desaparece e um suposto clube de tortura entra em cena.

Com certeza, as cenas de terror caem  como uma cereja no bolo apresentado por O Albergue. Nada de não mostrar isso ou aquilo para deixar mais subjetivo. É sangue e vísceras para tudo quanto é lado, de um jeito bastante criativo. A realiadade é que o diretor Eli Roth faz de tudo para embrulhar nosso estômago e consegue isso com méritos. Apenas como informação e para ter ideia de quão sangrento é o filme, de acordo com o divulgado, foram 567 litros de sangue cinematográficos muito bem utilizados.

Ah, vale lembrar que Eli Roth caiu na graça de Quentin Tarantino (pra mim, o melhor diretor) que emprestou seu nome para O Albergue como produtor executivo, ajudando assim o filme a ter maior atenção e maior orçamento.


Com o sucesso inesperado do longa (que custou R$ 4,5 milhões ) o filme acabou ganhando duas outras continuações que, assim como o original, apostava na fórmula de sangue, sadismo e muitas vísceras à vista, mesmo que não tenham toda a inspiração da obra original.

Resumindo, a proposta de O Albergue é justamente ter exageros, violência extrema e um senso de humor um tanto cruel. Se você gosta destas caraterísticas, este filme de 2005 é um prato cheio (de sangue) para você!

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Fernando Santos  
Fernando Santos, mineiro nascido no dia do amigo/dia da amizade (20 de julho). Publicitário, se vê como uma mistura da cultura pop emanada dos meios de comunicação em uma tentativa de dialogar e tomar da fonte de todas as mídias.
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