23 de mai de 2013

#DocPop: Joan Crawford, a Megera Indomada



Muita gente deve ter uma imagem ruim de Joan Crawford. Um dos motivos é o filme Mamãezinha Querida (Mommie Dearest, no original), lançado em 1981 e originário do livro escrito por sua filha adotiva, Christina, após a morte da mãe. O filme relata os abusos que ela e seu outro irmão adotivo, Christopher, sofreram nas mãos de Joan que, na verdade os odiava e os teria adotado devido à publicidade que isso lhe traria. A história também mostra o quanto Joan era exigente e tinha uma mania exagerada por limpeza, fazendo de seus filhos e empregados verdadeiros escravos. Ao falecer, deserdou Christina e Christopher. Suas outras filhas adotivas (as gêmeas Cynthia e Cathy) receberam apenas uma parcela pequena de sua fortuna.

Joan Crawford nasceu Lucille Fay LeSueur, em um ano que ninguém sabe precisar. Ela costumava mentir ser mais nova do que de fato era, um fato normal uma vez que todas as atrizes de sua época faziam isso para parecerem mais novas e assim garantir bons papéis. O fato é que ela começou como dançarina até arrumar emprego num bar. Em determinado dia, no exato momento em que se trocava, um executivo da MGM a viu despida, gostou do que viu e logo em seguida ela estava sendo contratada pelo estúdio.



Seus primeiros filmes ainda foram no cinema mudo e, graças à sua determinação, começou a alçar vôos mais altos. Seu nome artístico, por sinal, foi escolhido num concurso de uma revista, mas ela só começou mesmo a ser notada no filme Grande Hotel, de 1932, estrelado por Greta Garbo e John Barrymore. A partir daí virou mesmo uma estrela de primeira grandeza.

Casou-se quatro vezes, a primeira delas com o ator Douglas Fairbanks Jr., mas seu casamento mais notório foi com o empresário Alfred Steele, que era o maior acionista da Pepsi Cola aquele tempo. Quando ele faleceu, Joan Crawford foi por muitos anos presidente do conselho da empresa.

Três vezes indicada ao Oscar, ganhou apenas por Almas em Suplício (Mildred Pearce, no original), filme de 1945. Não quis comparecer à cerimônia, alegando estar doente, o que não era verdade. Como não sabia se ganharia o prêmio e tinha receio de perder, achou que, caso isso acontecesse, seria muito constrangedor para ela estando presente na festa. Por isso, preferiu assistir pelo rádio. Com o resultado a seu favor, recebeu os jornalistas (maquiadíssima) em sua cama.


Outra curiosidade é que Joan Crawford (assim como sua rival, Bette Davis) se notabilizou por suas personagens de mulheres fortes que não tinham receio de subjugar quem se colocasse em seu caminho. Disse certa vez que, sempre que fazia uma personagem má, copiava seus amigos travestis.

Além dos filmes citados, sempre vale a pena ver seu desempenho como grande atriz em filmes como Fogueira de Paixões, Precipícios D'Alma, Johnny Guitar e O Que Terá Acontecido a Baby Jane? (esse último, ao lado de Bette Davis, e de que já falamos aqui no PdB).
Serginho Tavares  
Serginho Tavares, apreciador de cinema (para ele um lugar mágico e sagrado), de TV e literatura. Adora escrever. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência e com os pés bem firmes na terra.
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