16 de mai de 2013

Monomania, de Clarice Falcão







De vez em quando, um nome surge e, aos poucos, toma conta de diversas mídias, tornando-se queridinho de público e crítica. Alguns permanecem nesse status durante tempos, outros somem tão rapidamente quanto apareceram. Entretanto, se alguém atualmente tem chances de angariar (mais) fãs, manter-se na mídia e desfrutar de um merecido sucesso, seu nome é Clarice Falcão.

Filha do cineasta João Falcão e da roteirista Adriana Falcão, Clarice é uma mocinha multimídia, que faz sucesso em diversas áreas, atuando como comediante e atriz do aclamado grupo Porta dos Fundos, como namorada de Gregório Duvivier e, mais recentemente, conquistando a todos com suas músicas adoravelmente viciantes e cheias de uma fofura psicótica da qual é impossível fugir. 

Lançando seu primeiro trabalho, o álbum Monomania, exclusivamente no meio virtual e com vendas no iTunes, Clarice Falcão traz para o cenário musical brasileiro um folk genuinamente nacional e, por isso mesmo, despertando tantas atenções para si e para o seu talento. E se um trecho da canção que dá nome ao álbum pergunta "quem vai comprar esse CD sobre uma pessoa só?", a resposta vem com Monomania figurando desde o seu lançamento no início de maio entre os mais vendidos do iTunes brasileiro. 

Com 14 faixas, Monomania conquista de cara. Apesar de sua voz "pequena", Clarice é afinada e tem um timbre irresistível. Entretanto, o que chama a atenção é a simplicidade das canções que, apesar (ou por causa) disso continuam em nossas cabeças mesmo depois que já tiramos as músicas do replay. Porque sim, é impossível ouvir o trabalho de Clarice apenas uma vez. Cada canção merece ser ouvida e apreciada várias e várias vezes. E confesso sem nenhuma vergonha: há muito tempo que eu não me pegava prestando atenção em uma música procurando decorar a letra para cantar junto como fiz com muitas das presentes nesse álbum. 

Falando basicamente de amores e, mais precisamente, da fixação das protagonistas das histórias contadas com esse assunto, é impossível não se colocar no lugar dos personagens das músicas e ouví-las com um sorriso nos lábios. Além disso, como resistir a versos adoráveis como, por exemplo, os abaixo?
"(...) Você fala chinês pela primeira vez, eu dou opinião num perfeito alemão. Se eu imito um som e você acha bom, a gente faz um dueto fora do tom..." - De Todos os Loucos do Mundo 
"(...) Você pode tentar por horas me deixar culpado, mas vai dar errado, já que foi o resto da vida inteira que me fez assim..." - Capitão Gancho 

(...) E foi assim que eu vi que a vida colocou ele pra mim ali naquela terça-feira de dezembro, por isso eu sei de cada luz, de cada cor de cór, pode me perguntar de cada coisa que eu me lembro..." - Eu Me Lembro
Além disso, Clarice Falcão é uma menina incrivelmente fofa, como as músicas que canta. Normal como a maioria das pessoas, Clarice poderia facilmente ser aquela menina apressada que encontramos pela rua, dentro do elevador ou fazendo compras no supermercado. E ouvir suas músicas nos dá uma sensação de cumplicidade e empatia incríveis, que acredito que seja o objetivo de todo artista que procura se julgar bem sucedido.

Dessa forma, é impossível ouvir Monomania sem apreciar ainda mais a intérprete e compositora de suas canções . Mais que isso, dá vontade de conhecer Clarice, sentar para um bate papo e ficar horas e horas falando sobre amores impossíveis, instintos psicopatas e fazendo piadinhas diversas. 

Clarice Falcão é fofa. E Monomania, um disco viciante, que deveria vir acompanhado de um selo alertando que é impossível ouvir suas canções sem esboçar sorrisos e ter vontade de compartilhá-las com todos os seus amigos e interesses amorosos.

Álbum: Monomania
Artista: Clarice Falcão
Preço no iTunes: US$ 9,99
Faixas
  1. Eu Esqueci Você
  2. Macaé
  3. Monomania
  4. Um Só
  5. Fred Astaire
  6. Talvez
  7. De Todos os Loucos do Mundo
  8. Qualquer Negócio
  9. Eu Me Lembro (participação especial Silva)
  10. O Que Eu Bebi
  11. A Gente Voltou
  12. Oitavo Andar
  13. Capitão Gancho
  14. Fred Astaire (English Version)
Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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5 comentários:

Douglas disse...

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Wolf disse...

Eu acho o timbre de voz dela bem simples. Nem ruim nem bom apenas apenas simples. Embora ela esteja badalada pela mídia não vejo ela como uma grande cantora da MPB. Acredito que ela canta mais do mesmo sempre. Apenas minha opinião

Thaynah Oliveira disse...

Só eu achei que ela é parecida e até demais com a Mallu magalhães? Vamos ver no que vai dar... por enquanto acho fraco, assim como a Mallu tb era.

Luis Fernando disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luis Fernando disse...

Acho bacana o trabalho dela, mas como tem neste post http://cabinecultural.com/2013/12/11/em-show-na-concha-clarice-falcao-deixa-transparecer-a-fragilidade-do-seu-trabalho/ acho que muito do desenvolvimento da carreira foi feito de um modo um tanto forçado. Gosto de vê-la nos vídeos da Porta dos Fundos, mas ela ainda precisa ganhar presença de palco para se tornar uma cantora completa

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