8 de mai de 2013

Pop Séries: Sex and the City





Numa época em que a maioria das séries de sucesso eram aquelas que acompanhavam equipes de diferentes esferas resolvendo problemas criminais, Sex and the City inaugurou uma tendência: a de mostrar as mulheres modernas como elas são, não apenas personagens romantizadas e suportes para galãs e sim pessoas com desejos, que vivem suas existências plenamente e realizadas, mesmo que, muitas vezes, continuem buscando um amor. 

Criação de Darren Star, baseada no romance de mesmo nome da escritora americana Candace Bushnell, Sex and the City acompanhou durante seis temporadas as aventuras e desventuras de um grupo de quatro amigas em Nova York. 

A jornalista Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) é a narradora da história, que tem uma coluna com o mesmo nome da série num jornal, onde conta suas desilusões amorosas na cidade que nunca dorme. Charlotte York (Kristin Davis) trabalha no mercado das artes e é a mais romântica e puritana das amigas. O oposto de Charlotte é Samantha Jones (Kim Cattrall): mais velha que as demais amigas, a relações públicas é um furacão sexual, sempre disposta a satisfazer as suas próprias necessidades, num comportamento típico masculino, que acaba assustando os demais. Já Miranda Hobbes (Cynthia Nixon) é a advogada centrada e bem resolvida, que tem a carreira em primeiro plano, cínica em relação aos homens e aos relacionamentos. Apesar de diferentes entre si, as amigas estão sempre juntas, apoiando umas às outras, sempre buscando um tempo em seus atribulados dias para uma conversa descompromissada, um jantar magnífico ou apenas algumas doses de Cosmopolitan num bar da moda qualquer no Upper East Side de Manhattan. 


Mesmo relegados a segundo plano, a série contou com alguns personagens masculinos que sempre orbitavam ao redor das protagonistas. Um exemplo clássico é o de Mr. Big (Chris Noth): mesmo apaixonada por ele, Carrie se envolveu com vários outros homens e somente no episódio final da série descobrimos seu verdadeiro nome. Já Stanford (Willie Garson) e Anthony (Mario Cantone) eram os melhores amigos gays de Carrie e Charlotte, respectivamente, e que apesar de se odiarem na série, acabaram juntos num dos filmes realizados depois que a série chegou ao fim. 

Sex and the City era também uma vitrine fashion e mais de uma vez lançou tendências. As personagens desfilavam modelitos de estilistas famosos e conseguiam colocar nomes até então pouco conhecidos dentro do restrito circuito da moda americana. 

Mostrando que mesmo depois de encerradas algumas séries mantêm o interesse do público em seus personagens, Sex and the City já rendeu dois filmes produzidos por Hollywood que, apesar de não alcançar o mesmo entusiasmo que a crítica tinha pela série, levou milhares de expectadores aos cinemas e rendeu milhões em bilheteria. O filme original, de 2008, fez tanto sucesso que rendeu uma continuação, em 2010. Ambos mostravam a vida das personagens anos depois do que acompanhamos no último episódio exibido da série, em 2005. Boa diversão descompromissada para os fãs matarem as saudades das meninas de Nova York, mas anos luz aquém ao que era exibido semanalmente pela HBO americana. 

Outro sinal de que a vida dessas personagens continuam interessando à audiência é a série atual The Carrie Diaries, exibida nos EUA pela CW, especialista em séries teen. Nela, acompanhamos a adolescente Carrie Bradshaw (AnnaSophia Robb) nos anos 80, num prequel daquela que viria a ser a personagem imortalizada por Sarah Jessica Parker. 


Tratando de assuntos polêmicos e liberais de forma sempre divertida, Sex and the City conquistou um público que vai continuar a consumir qualquer coisa que lembre a sua série queridinha. Por isso, os fãs já estão habituados a esperar por um possível novo filme e a não estranhar especulações sobre a possibilidade da história retornar à televisão, com a produção de uma nova série (continuação ou prequel, como é o caso de The Carrie Diares) da original. 

Mais do que uma produto para a televisão ou cinema, Sex and the City atingiu o patamar de fenômeno coletivo, quase objeto de culto entre seus fãs, o que faz com que quanto mais o tempo passe, mais querida e amada a série se torne. E isso é para poucas. Muito poucas. 

Mas quem disse que as garotas de Sex and the City são pessoas quaisquer?
Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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