14 de mai de 2013

#ValeUmPlay: Janelle Monáe


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Nome: Janelle Monáe Robinson 
Idade: 27 anos 
Natural de: Kansas, E.U.A 

"Já ouviu Janelle Monáe?" e eu logo respondi que sim, sem ao menos saber quem realmente era ela... Mas, neste mesmo dia fui surpreendido ao ligar a televisão e, ao vivo, ver que estava sendo transmitido o Summer Soul Festival 2011, com a presença de Amy Winehouse, Mayer Hawthorne e, a então por mim desconhecida, Janelle Monáe. 

Resumindo, fiquei com a televisão ligada do começo ao fim da transmissão do festival. Com aquela pegada forte do soul, batidas de funk em meio a um misto potente de R&B e hip hop, a americana Janelle Monáe me fisgou e me fez ouvir seus trabalhos já lançados até então, o EP Metropolis: Suite I (The Chase), de 2007, e o álbum The ArchAndroid (Suites II and III), de 2010, que me impressionaram e me fizeram gostar rapidamente de todas as faixas. 

Historicamente contando, Janelle Monáe nasceu no coração do conservadorismo americano, mas cresceu em Nova York. Estudou na American Academy of Dramatic Arts com o sonho de tornar-se atriz. Mas a música falou mais alto e ela se mudou para Atlanta, na Georgia, onde criou (com mais dois amigos) um selo independente chamado The Wondaland Arts Society. Foi também em Atlanta que ela conheceu Big Boi (da banda Outkast), que a convidou para participar de um disco da banda e também apresentou-a ao rapper Puff Daddy. Com isto, Janelle ganhou um acento hip hop e mudou de selo musical, agora na Bad Boys Records. 


O Metropolis: Suite I (The Chase) retrata em 5 faixas um conto de ficção chamado Metropolis de Monáe, onde são produzidas em massa mulheres android (chamadas de Cindi Mayweather) em meados do ano de 2.719. O EP produziu três singles: Violet Stars Happy Hunting!, Sincerely, Jane e Many Moons, que também lhe rendeu nomeação na categoria Melhor Performance de Urban/Alternativ com Many Moons no 51º Grammy Awards, em 2009. 

Já o álbum de estréia, The ArchAndroid (Suites II and III), consiste na segunda e terceira partes do conceito das séries Metropolis de Monáe, incorporando elementos conceituais de música Afrofuturism e ficção científica. O álbum continua com o conto ficcional da série de um andróide messiânica e temas líricos característicos sobre o amor, identidade e auto-realização. Duas canções se tornaram singles e cairam no gosto da crítica: Tightrope e Cold War

Comparada a grandes artistas como David Bowie, Outkast, Prince e Michael Jackson, Janelle Monáe é, para mim, mais que uma garota/mulher se apresentando sempre de smoking, com um cabelo preso em forma de topete (na tradição das antigas bandas do começo do jazz, de Louis Armstrong), mas sim um grande nome do cenário musical atual. 

#ValeUmPlay repetidas vezes nas canções abaixo: 
Fernando Santos  
Fernando Santos, mineiro nascido no dia do amigo/dia da amizade (20 de julho). Publicitário, se vê como uma mistura da cultura pop emanada dos meios de comunicação em uma tentativa de dialogar e tomar da fonte de todas as mídias.
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