21 de jun de 2013

A Culpa é das Estrelas, de John Green






Eu não conhecia a fama de best seller de A Culpa é das Estrelas, nem as tantas resenhas publicadas pelos mais variados tipos de blogs. Porém, em um final de semana de preguiça, resolvi ler. E li tudo de uma vez, porque a quem eu quero enganar? Estava à toa na vida, não havia banda passando, que dirá um amor para me chamar para qualquer coisa. Mas tinha o livro e resolvi ler. 

A Culpa é das Estrelas fala de um amor adolescente entre um menino e uma menina que tem câncer (Gus e Hazel). O livro é do tipo que vai te fazer chorar. Me fazer chorar não é algo especialmente difícil. Apesar da casca, sou bastante sensível a essas questões de morte e doença e o livro se pauta nisso. Há leitores mais românticos que dirão que o livro se pauta no amor, em seu nascimento, desenvolvimento e, por fim, no seu inevitável fenecimento. Para esses eu digo: complicado haver uma história de amor adolescente que supere Romeu e Julieta. Então, o ingrediente diferente, digamos assim, dessa história é mesmo a doença que levará alguém a morrer em plena juventude. 

E eu não avisei do spoiler acima porque tenho meus eventuais leitores daqui em alta conta. Como assim? Tipo assim: você é um leitor inteligente. O livro fala de dois adolescentes que tem câncer. Não é evidente que um deles irá morrer? Se você não consegue fazer essa conta, finja e mantenha a minha fé de que você é um leitor sagaz. 

Quando me dei conta de que o livro era do tipo que te faz chorar eu fiquei meio irritada. Tenho birra com autores que usam esses truques de forma tão flagrante. Por que eles não tentam recursos diferentes para fazer chorar? Não me incomoda derramar algumas lágrimas, mas poxa, tenta uma coisa mais original, não custa. Esse cara me irritou porque percebi nele uma certa preguiça, ele sequer tentou fazer diferente. 

Primeiro sinal de preguiça: para tudo parecer mais intenso e bobo na medida certa, o romance é entre dois adolescentes. Mas para a coisa ficar minimamente interessante, não podem ser adolescentes comuns, tem de ser aqueles do tipo inteligentes, que sabem pensar e se expressar de formas profundas. Eu até acho que uma doença como a tratada tenha esse poder de fazer as pessoas amadurecem precocemente, mas tendo mais ao ceticismo nesse caso e acho que foi aquele velho truque de usar a adolescência apenas como uma referência, pois os indivíduos tem a maturidade de alguém já na idade adulta. Não sei se me fiz clara, mas o que eu quero dizer é que quase a totalidade de adolescentes que conheço e dos quais ouço falar são tolos, chatinhos e, definitivamente, não interessantes. Ok, não conheço nenhum que tenha tido câncer, mas ainda assim não consegui alcançar a verossimilhança necessária e eu ia lendo e pensando: ah vá, essas crianças estão complexas demais. 

Segundo sinal de preguiça: logo no começo você sabe que um dos dois vai morrer. Até aí beleza, todo mundo vai morrer, uns bem jovens, caso dos protagonistas, e outros na velhice. É a vida. Mas daí o autor usa um truque amplamente utilizado em séries de TV que trabalham com algum nível de suspense: ele te induz a achar uma coisa e acontece outra. E com uma boa forçada de barra nessa história. Mas, não entro em mais detalhes, porque aí sim poderiam me xingar por dar spoilers. 

Ainda assim, eu li o livro e bem rápido até (eram apenas duzentas e poucas páginas) e sabem o por quê? Porque sou menina e adoro histórias de adolescentes se apaixonando. Sim, eu tenho 33 anos. Me deixa. E sei que muitos de vocês também adoram!

Autor: John Green
Páginas: 288

Por Lírio Ribeiro
Leandro Faria  
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