14 de jun de 2013

Se Beber, Não Case - Parte 3, de Todd Phillips



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O que começa em Vegas, termina em Vegas. Esse poderia ser o slogan de Se Beber, Não Case - Parte 3. Afinal, após uma épica saga que vai de Las Vegas a Bangcoc - podiam ter avisado ao Nicholas Cage -, a trilogia do bando de Lobos chega ao final voltando à origem. Confuso? Não! Só faltou a ressaca. E o casamento. Ou não?

No filme, após perder o pai, Alan (Zach Galifianakis) parece mais surtado do que nunca. Sua família e amigos (?) decidem então levá-lo para uma clínica de reabilitação no Arizona. Caberá ao Bando de Lobos a missão de levar Alan para o seu destino. Só que eles não contavam com os problemas que surgiriam no caminho. Afinal, sem bebidas, casamento e despedida de solteiro, o que poderia dar errado?


O protagonista desse terceiro filme é Alan. Todos os principais momentos do filme, sejam bons ou ruins, contam com ele. Claro que Stu (Ed Helms) continua sendo o que mais sofre e Phil (Bradley Cooper) segue sendo a obsessão de Alan e o mais lúcido do grupo - se é que podemos chamá-lo de lúcido. Doug (Justin Bartha) faz uma participação especial, só pra variar um pouquinho. Aliás, acho que ele só está no filme para ter o nome nos créditos. Só pode... Mas, sem dúvida, o maior destaque da série fica por conta de Leslie Chow (Ken Jeong). Sim, ele é peça importantíssima nesse terceiro filme, assim como no segundo.

Em termos cinematográficos (palavra linda, não?!), Se Beber, Não Case - Parte 3 é infinitamente superior ao segundo. O roteiro é melhor e as situações vividas pelos personagens são bem diferentes, o que também é bom. E Todd Phillips também acertou a mão na direção, além de temos menos momentos "vergonha alheia".

Além disso, nesse terceiro filme voltamos a encontrar alguns personagens dos longas anteriores, como o Doug Black e a "prostituta esposa de Stu", vivida por Heather Graham. Ou seja, apesar de não ser fundamental, seria bem interessante assistir aos filmes anteriores antes deste.


Enfim, um final (?) épico (?) para uma franquia de sucesso. Depois de um segundo filme fraco - caramba, estou muito legal hoje -, foi só acertar umas coisinhas aqui, outras ali e ponto. Temos um filme! Um bom filme.

Certamente, as aventuras e besteiras desse bando deixará saudades. Afinal, esse foi o fim da trilogia, certo? Errado! Ou melhor, meio certo! Espere os créditos e veja uma cena que deixa uma dúvida no ar, apesar de todos (diretores, produtores, atores, Mike Tyson, Barack Obama e o Papa) falarem que "não, não haverá quarto filme"

Quer apostar?!

Bruno Schmidt  
Bruno Schmidt, vascaíno fanático, cinéfilo, devorador de livros, viciado em TV e internet - no celular. Redator publicitário, marquetista - não marqueteiro -, marrento e... petropolitano. Com ele o papo é sobre cinema, livros e TV. Mas sem cerveja, ok?!
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1 comentários:

Paulo Adriano Rocha disse...

Super interessante esse teu ponto de vista. Eu não assisti o segundo filme e, antes de ir ver o terceiro, eu li uma crítica que quase me tirou a vontade de assistir. No entanto, me surpreendi! O filme é muito bem bolado, eu ri pra caramba, adorei a atuação do cara-do-nome-difícil, as piadas, a atuação de Chow, o roteiro, tudo! Muito legal. Parabéns pelo texto!

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