17 de jul de 2013

O Homem de Aço, de Zack Snyder






Ele está de volta. Provavelmente o super-herói mais super do mundo todinho e até de outras galáxias, o Superman, ganha uma nova aventura nas telas dos cinemas e, dessa vez, com uma atitude bem mais madura: sem a cueca por cima do uniforme! Piadinhas à parte, O Homem de Aço (Man of Steel, no original) chegou com fôlego às telonas para dar início a mais uma rentável franquia cinematográfica e, para a felicidade dos fãs da DC Comics, abrindo a possibilidade de um sonho antigo: a realização de um longa para os cinemas com os personagens da Liga da Justiça. Será?

Mas como especulações não passam disso, o que interessa aqui é a nova roupagem dada por Zack Snyder e Christopher Nolan ao mais emblemático dos heróis americanos. Nolan, que criou toda a mitologia em cima da mais recente e excelente trilogia de Batman, tem em O Homem de Aço a função de produtor e roteirista; Snyder dirige o longa. Juntos, entregam uma diversão de altíssima qualidade e, como não poderia deixar de ser nas tramas cinematográficas atuais, um herói em busca de si mesmo, como a missão de salvar o mundo pelo meio do caminho.

Enviado de Krypton para a Terra por seu pai (Russel Crowe) enquanto ainda era um bebê, Kal-El (Henry Cavill) ganhou a chance de sobreviver ao fim de seu mundo e, na terra, virou Clark Kent, ao ser adotado pelo casal Jonathan (Kevin Costner) e Marta (Diane Lane). Com super-poderes, Clark tenta entender quem é e, por isso, busca por suas raízes. Ao encontrar uma nave desaparecida no ártico, Clark acaba liberando um sinal que avisa o temível general Zod (Michael Shannon) de seu paradeiro e tem início uma verdadeira guerra interplanetária pelo domínio da Terra.



Sem muita enrolação e partindo direto ao assunto, O Homem de Aço tem um início envolvente, narrando toda a degradação de Krypton e a luta de Jor-El para enviar seu filho para a Terra. Repleto de efeitos especiais, esse prelúdio conquista o espectador, criando uma empatia imediata com o bebê que irá se tornar o Superman. Já na Terra, exatamente 33 anos depois (uma alegoria com a idade de Cristo, talvez?), Clark conhece Lois Lane (Amy Adams), que terá papel importante em sua história, como mocinha e interesse romântico do herói. 

Sem qualquer menção a kryptonita, as fraquezas de Clark Kent no longa são suas incertezas e dúvidas. Por não conhecer sua origem, o personagem é atormentado por ser diferente e frequente sofredor de bullying, ao mesmo tempo em que seu organismo se adapta à atmosfera terrestre, transformando-o em um super homem. Nesse contexto, ganha destaque seu relacionamento com Jonathan e Marta, capazes de tudo para ajudá-lo a se adaptar e a esconder sua verdadeira origem.


Vibrante e bem conduzido por Zack Snyder, O Homem de Aço tem ação do início ao fim, com batalhas memoráveis e excelente uso do 3D. E atores como Kevin Costner, Russel Crowe, Diane Lane e Michael Shannon tem atuações acima da média no longa, garantindo o interesse de todo o público.

Com uma bilheteria astronômica que vem fazendo justiça ao mega lançamento do filme, uma continuação de O Homem de Aço é praticamente certa e aguardada para 2015. Por isso, volto ao assunto do primeiro parágrafo e pergunto aos fãs: quanto tempo até que um filme da Liga da Justiça finalmente saia do papel?

Quem viver, verá! E terá a oportunidade de acompanhar heróis como Superman, Batman e Mulher Maravilha, apenas para citar alguns, juntinhos e misturados na telona do cinema.

Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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