29 de jul de 2013

Wolverine - Imortal, de James Mangold



Após um período de ausência, estamos de volta. Sim, eu volto aos textos, ainda com algumas restrições, e Wolverine volta às telas. Acredito que seja essa mesma a ordem de relevância dos retornos, não?!

Mas o importante, mesmo, é o assunto desse texto: o bom Wolverine - Imortal, segundo filme "solo" do mutante. E neste filme, diferentemente do primeiro, X-Men Origins - Wolverine, temos poucos, muito poucos, mutantes em ação - literalmente.

O filme se passa após X-Men: O Confronto Final. Atormentado por ter matado o amor de sua vida, Jean Grey (Famke Jansen), Logan (Hugh Jackman) se isola do mundo, buscando a liberdade da vida de herói e a superação dos constantes pesadelos com seu amor. Mas, obviamente, o Wolverine não poderia ficar longe dos problemas por muito tempo. Ao ser encontrado por uma misteriosa jovem que prevê a morte, Yukio, Logan é levado ao Japão para despedir-se de um velho amigo. Mas essa despedida não é tão simples quanto parece. Além de ter a possibilidade de se livrar de um dos seus maiores tormentos, a imortalidade, Logan também se vê no meio de uma luta contra a máfia japonesa - Yakuza - e ainda se apaixona pela jovem Mariko, neta de seu amigo.


Mas, além da máfia e seus ninjas pra lá de talentosos, Wolverine enfrenta dois outros vilões - que só serão conhecidos a partir da metade do filme: a Víbora e o Samurai de Prata - ou algo parecido com esse temido vilão das HQs.

Diferentemente do primeiro filme, temos menos cenas de ação. Aliás, bem menos. Vemos um Logan mais humano, apesar de seu lado fera estar sempre por perto. Além disso, como já destacado, praticamente não há mutantes na obra. E isso, por incrível que pareça, torna o filme ainda mais interessante, já que vemos um Logan mais centrado nas relações com os outros humanos, como Mariko e Yukio, mas sem tentar controlar a fera que existe nele. Atormentado, seu foco é sua imortalidade, uma doença da qual quer se ver livre.

O filme também nos brinda com visuais lindíssimos, uma direção segura e um roteiro correto, apesar de óbvio. E Hugh Jackman continua ótimo com o protagonista. Por outro lado, os vilões não são de colocar muito medo. Víbora e o Samurai de Prata - repito: decepcionante - são o ponto fraco do filme.


Enfim, se você quer ação, muita ação, talvez Wolverine - Imortal não seja o filme mais indicado. Entretanto, se você é fã do Wolverine ou somente gosta de um bom filme, não irá se arrepender. O longa equilibra muito bem a ação, o drama e até o romance, além de mostrar a criação de uma lenda imortal. Afinal, qual seria o melhor tipo de imortalidade? A física ou a mitológica?

Por último, a cena "no meio dos créditos" é imperdível. Não somente por ser uma cena "no meio dos créditos", óbvio, mas também por ser o início de outra sequência pra lá de aguardada - outra coisa óbvia, não? Só não vou falar o nome dessa sequência pra não falarem que é spoiller. Mas a inteligência dos meus leitores é maior do que isso e vocês sabem qual o filme, certo?!?


Bruno Schmidt  
Bruno Schmidt, vascaíno fanático, cinéfilo, devorador de livros, viciado em TV e internet - no celular. Redator publicitário, marquetista - não marqueteiro -, marrento e... petropolitano. Com ele o papo é sobre cinema, livros e TV. Mas sem cerveja, ok?!
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