24 de set de 2013

Elysium, de Neil Blomkamp



Aleluia! Aleluia! Finalmente encontrei tempo para voltar às teclas -  e também ao cinema -, graças ao fim do Rock in Rio. Muito trabalho, mais cabelos brancos e pouco tempo. Mas, valeu a pena!

Para voltar à rotina com o pé direito, nada melhor do que ver Elysium, um dos filmes mais aguardados do ano aqui no Brasil, muito por causa da  participação do Capitão Nascimento. Ou melhor, Wagner Moura...

Falando do filme, não podemos dizer que ele é um primor de criatividade. Já vimos essa estória umas 789 vezes. Num futuro quase apocalíptico (2159, mais precisamente), o planeta Terra se tornou um lugar quase sem vida. Vida, no caso, significa árvores, animais e pessoas ricas o suficiente para não viverem aqui. Os pobres podem habitar o planeta numa boa... Já os ricos, abastados e endinheirados vivem numa espécie de estação espacial, que é bastante similar ao ambiente terrestre, chamada Elysium.


Somos, então, levados a dois pontos completamente distintos: na Terra, conhecemos Max (Matt Damon) e Frey (Alice Braga) - com direito a flashs da infância dos dois, inclusive - que sempre sonharam em viver em Elysium. E em Elysium vemos uma secretária de segurança (Jodie Foster) que sequer cogita a entrada de "pobres" em seu spa/estação espacial e, para conseguir manter a vida normal do "planeta", é capaz de qualquer coisa, até de um golpe de estado.

Essas realidades tão distintas são aceleradas quando Max sofre um grave acidente no trabalho e passa a ter pouco tempo de vida. A saída: em Elysium há uma cápsula que cura qualquer problema, doença, infortúnio, tristeza, depressão. O problema é que ninguém entra em Elysium, a não ser "ilegalmente". E é aí que entra em cena Spider (Wagner Moura), uma espécie de líder revolucionário terrestre que promete conseguir realizar o desejo de Max, desde que ele faça um servicinho básico pra ele. Mas a ditadora do spa não vai deixar isso acontecer tão fácil assim, né?! Ainda mais quando o servicinho pode atrapalhar seu golpe de spa estado.


Apesar de não ser um arroubo de criatividade, a premissa social e política é muito interessante. E, assim como em Distrito 9, Neil Blomkamp consegue realizar o que promete com bastante segurança e qualidade, seja no roteiro, na direção competente ou no visual bem elaborado. E conta, também, com um bom e afinado elenco, do qual se destacam Matt Damon e Wagner Moura, que rouba a cena sempre que aparece na tela.

Mesmo com todos os pontos fortes, Elysium deixa a desejar por não ter uma profundidade maior nos próprios personagens. Talvez o pouco tempo de filme, 109 minutos, não tenha sido o suficiente para isso - confesso que esperava umas duas horas de filme, no mínimo. Os personagens são superficiais, sem densidade. São aquilo e ponto. Se era isso que Blomkamp queria, não deixar a mínima margem para dúvidas e ambiguidades, conseguiu.

Enfim, Elysium é sim um ótimo filme, que mistura política, sociedade, robôs, mercenários e heróis. Uma combinação explosiva e impactante, que poderia se tornar um marco do cinema. Poderia... Pena que nem tudo é perfeito. Nem o spa Elysium.
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Bruno Schmidt  
Bruno Schmidt, vascaíno fanático, cinéfilo, devorador de livros, viciado em TV e internet - no celular. Redator publicitário, marquestista - não marqueteiro -, marrento e... petropolitano. Com ele o papo é sobre cinema, livros e TV. Mas sem cerveja, ok?!
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