10 de set de 2013

JOBS, de Joshua Michael Stern




Ultimamente, os filmes que tenho ido assistir no cinema tem me deixado com uma sensação de quero mais, de que faltou algo ou muita coisa. Não foi diferente com JOBS. Ao subir os créditos na tela, pensei: "mas, e o resto?".

JOBS é a história inspiradora de Steve Jobs, um bicho-grilo que em 1976 criou a Apple, uma das maiores marcas do setor da informática, se tornando um dos caras mais incríveis do meio empresarial tecnológico. Sendo assim, dispensa maiores apresentações e, exatamente por isso, merecia ter sua história contada no cinema.

Jobs veio a falecer, vítima de um câncer, em 2011, relativamente jovem aos 56 anos e no auge de suas criações revolucionárias. Sua biografia foi lançada no mesmo ano, eu não li, mas certamente suas 607 páginas está recheada com riquezas de detalhes sobre essa grandiosa trajetória de sucesso. Detalhes que faltam ao filme, mas a essência de tudo está lá.


Fui ao cinema na intenção de ver uma história realmente inspiradora e louvável, mas não foi bem como imaginava. Mas, ainda assim, não me arrependi. Por ter uma personalidade difícil, mostrando-se egoísta, perfeccionista, ambicioso e frio, Jobs torna-se extremamente interessante, um tipo clássico de como não ser ou de como eu não quero ser para atingir meus sonhos e objetivos.

Ashton Kutcher, com aquela cara fofa de moleque tão familiar que mais parece um primo, colega ou vizinho da gente, convence bem na pele do empresário que começou suas invenções na garagem de casa, ainda um hippie sonhador, e se transformou num homem estressado, que parece prestes a explodir em qualquer momento, tamanho seu perfeccionismo pra que as coisas saiam impecáveis e em tempo recorde.

Ao ver suas crises, já dá pra imaginar de onde surgiu o câncer de pâncreas que o matou. E na fase que vai até 1985, quando ele se demite da Apple após perder uma disputa de poder com a mesa diretora, a sensação é de que ele fez por merecer a doença. Coisa horrível de se pensar, mas Jobs foi um homem de atitudes nada louváveis tanto na vida pessoal quanto na profissional.


Após esse período, já milionário, com a vida mais tranquila e as contas acertadas com o passado é hora do retorno triunfal do grande homem da Apple à Apple.

Uma história bonita e comovente de um homem que quis com todas as forças levar aos lares, escolas e escritórios, da maneira mais simples possível,  como se fosse um eletrodoméstico, a mais moderna e sofisticada tecnologia, e conseguiu, fez muito mais do que isso, deixou tudo do tamanho do nosso bolso, ao alcance das mãos em qualquer momento.

Sua história é ao mesmo tempo uma lição e uma advertência, e ilustra a capacidade de inovação e de liderança, o caráter e os valores de um homem que ajudou a construir o futuro.

Gostei bastante do filme, mas queria mais. Uma vida tão rica de ideias e invenções merecia mais. Pra saciar esse meu desejo incontido preciso urgente ler o livro.
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Leandro Faria  
Esdras Bailone: leonino, romântico, sonhador, estudante de letras, gaúcho de São Paulo, apaixonado-louco pelas artes e pelas gentes.
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