25 de set de 2013

Rush - No Limite da Emoção, de Ron Howard





As cinebiografias estão bombando nos cinemas nesse segundo semestre de 2013. Em breve entrará em cartaz a história de Lady Di, a princesa mais amada do mundo. E atualmente estão em exibição nas telonas quatro filmes que contam a trajetória real de personalidades marcantes, mas bem diferentes entre si. São eles: JOBS (cuja crítica você confere clicando aqui!), Lovelace, Flores Raras e Rush – No Limite da Emoção. E é sobre esse último que falarei agora.

Falando francamente, se existe alguém mais aversivo à esportes, esse alguém sou eu. Não, eu não me orgulho disso, mas é a verdade. Sendo assim, parece evidente que corridas de Fórmula 1 me atraiam tanto quanto abraçar um porco espinho. Não é um esporte bonito de se ver como uma partida de futebol, basquete, vôlei ou qualquer jogo com bola. Me parece banal e extremamente perigoso, portanto, um esporte estúpido. Posto isso, é desnecessário dizer que se eu não tivesse ganhado os ingressos para este filme, que gira única e exclusivamente em torno das corridas de Fórmula 1, jamais iria assistí-lo no cinema.

Pois fui e, devo admitir, não me arrependi. O filme, que narra a história real dos automobilistas e rivais nas pistas James Hunt e Niki Lauda, é incrivelmente bom. Digo incrivelmente porque fui com uma certa má vontade e me surpreendi positivamente, a ponto de começar a olhar com outros olhos o esporte que, se já não me chamava muito a atenção nos tempos de Senna, após sua morte virou um lixo pra mim.


Rush – No Limite da Emoção vale muita a pena! Nos 123 minutos de história, você fica completamente absorvido pela emoção mesmo, a sua e a dos personagens.

Entre 1971 e 1979, James Hunt e Niki Lauda eram ferrenhos rivais nas pistas de corrida e vemos na tela a assídua competição entre os corredores, respectivamente, britânico e austríaco, de personalidades completamente opostas e profundamente fascinantes. Cada qual, com seu estilo de vida e formas de pensar bem diferentes, nos ensina uma lição. A história narrada por Lauda nos apresenta os motivos que cada um tinham pra seguir essa profissão de risco, seus amores, seus medos, seus pontos fracos e também explica um pouco desse mundo automobilístico, o funcionamento das máquinas, as pontuações e os acordos tácitos em reuniões de cúpula.

Rush – No Limite da Emoção é um filme sobre dois grandes homens, dois verdadeiros heróis naquilo que se propuseram a fazer de corpo e alma. Um que queria viver a vida intensamente, amar muitas mulheres, sorver o que de melhor o mundo tinha a lhe dar, velozmente, como se vivesse numa pista de corrida. O outro mais centrado, disciplinado, sempre calculando seus passos e agindo meticulosamente, dentro de um casamento sólido, achava que a “felicidade é inimiga”, pois quando estamos felizes ficamos fracos, vulneráveis e dependentes desse sentimento.


Um filme construído em cima de grandes e belíssimos diálogos, interpretado de forma magistral por um elenco de lindas mulheres (Olívia Wilde / Suzy Miller / Alexandra Maria Lara / Marlene Knaus); um inspirado Chris Hemsworth, como o irresistível James Hunt (que olhos, meu Deus!); e um fenomenal Daniel Brül encarnando o fantástico Niki Lauda. Tudo arrematado pela direção impecável de Ron Howard que nos faz refletir, emocionar e deixa uma perguntinha retumbando em nossa mente quando as luzes se acendem: O que nos move a lutar por nossos objetivos?

Ao término da sessão, é impossível não desejar profundamente um filme sobre a vida de Senna. E aquele projeto do Antonio Banderas, minha gente, que fim levou? Tá certo que ele já tá velhinho pro papel, mas podia dirigir o Santoro ou o Wagner Moura , não é? O que acham?

Iiih, divaguei e já falei demais.

Resumindo tudo, vá assistir Rush – No Limite da Emoção. Já!
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Leandro Faria  
Esdras Bailone: leonino, romântico, sonhador, estudante de letras, gaúcho de São Paulo, apaixonado-louco pelas artes e pelas gentes.
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1 comentários:

valdeir vieira da silva disse...

Muito bom parabéns!

http://valdeirvieira.com/empreendimentos/

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