2 de set de 2013

Uma Prova de Amor, de Emily Giffin




Há alguns anos, um amigo me deu um livro de aniversário, O Noivo da Minha Melhor Amiga. Só lembro que foi em janeiro porque o levei para Ilha Grande e lá terminei a leitura e lembro com clareza de muitos detalhes dessa primeira vez que estive da ilha, incluindo esse do livro. 

Hoje em dia, meu amigo vive recebendo livros da Novo Conceito, um monte, e lembrou de mim ao receber um exemplar de Uma Prova de Amor, da autora do livro lido em janeiro na Ilha Grande há mais de seis anos, Emily Griffin. Não é fofo? Eu achei. 

A premissa do livro me agradou, embora o desenvolvimento pela autora tenha me soado superficial. Explico: Claudia é uma mulher na casa dos trinta que casa-se com sua alma gêmea. Ela o ama e é correspondida. Além disso, ambos concordam que ter filhos não é uma ideia tão boa quanto boa parte da sociedade quer nos fazer crer. Depois de alguns anos, opa, ele muda de ideia. Ela não. 

Daí rolam várias discussões acaloradas, um tentando convencer o outro do seu ponto de vista, buscando uma conciliação, afinal, eles se amam, certo? E resolveram dividir uma vida juntos e tals, não é um conflito que vai destruir a relação deles assim, do nada. Bom, leitor, se você pensou isso, você está errado. Eles desistem e todo o restante do livro é o desenrolar dessa desistência e Claudia com mil conflitos mal formulados, parecendo que a protagonista não sabe bem porque não quer ter filhos e que sua convicção tão arraigada não era tão sólida assim. 

Ah, talvez eu seja chata e exigente demais (eu sei que sou), mas esperava mais do conflito que a autora propôs. Achei tão clichê a solução que foi dada. Achei tão boba a forma como os dois super apaixonados desistem do casamento. Terminei a leitura pensando que o assunto podia render bem mais e talvez o equívoco tenha sido meu ao esperar densidade de um quase roteiro para comédia romântica. 

Não me interpretem mal, eu adoro uma comédia romântica bem feita. Mas as prefiro em película. Em letras só me agradam se forem bem típicas. Traduzindo: casal se encontra, se adora, mas há um conflito besta ou não que os separa e eles só ficam juntos no final. Se o casal já começa a história junto bem shiny happy people, alterou completamente a premissa de uma chick lit, então, no mínimo, eu espero que desenvolvimento e final também sejam minimamente originais. 

(Você, leitor, pode achar que eu sou chata e só estou falando mal do livro. Saiba que você não está completamente errado. Porém, leia a frase anterior novamente. Percebeu como foi um elogio à premissa do livro? Viu? Sou uma pessoa positiva e que faz elogios. Parabéns pra mim.)

Autora: Emily Giffin
Páginas: 432
Por Lírio Ribeiro
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