12 de out de 2013

American Horror Story: Coven - 03×01 - Bitchcraft (Season Premiere)




Quem não gosta de uma boa história sobre bruxas? Elas, que são quase sempre retratadas como seres do mal, sempre fizeram parte da infância de todos nós, como as principais vilãs das histórias infantis. Da Rainha Má da Branca de Neve à bruxa da casa de doces de João e Maria, são elas as personagens que fazem qualquer história ser minimamente interessante. 

Ryan Murphy, que a cada temporada de American Horror Story me convence mais de seus probleminhas psicológicos, parece ter se dado conta desse apelo e nos brinda em Coven, o terceiro ano de AHS com uma trama que, pelo visto em Bitchcraft, primeiro episódio da temporada, vai usar e abusar das diversas possibilidades que o tema "bruxas" pode proporcionar.

O legal de AHS é essa sacada de fazer de cada temporada uma história em si, com começo, meio e fim. As ideias surgem, são desenvolvidas e terminadas, sem a obrigação de uma continuação que seria apenas uma grande encheção de linguiça.  Aliando isso à possibilidade da utilização de apenas alguns atores em cada temporada, que podem ou não voltar para o próximo ano, deve ser irresistível para um produtor fazer parte de um projeto do tipo.


E como eu dizia, são as bruxas que dão a tônica desse ano da série. Iniciando-se em 1834, na cidade de Nova Orleans, Coven investiu em bruxaria e escravidão para apresentar o prólogo da trama e a personagem de Kathy Bates, a perversa Mary Todd Lincoln, uma bruxa racista e obcecada por sua juventude.

Enquanto isso, nos dias atuais, Coven nos apresentou a Zoe. A jovem (vivida por Taissa Farmiga, que esteve na primeira temporada da série) descobre ser de uma linhagem de bruxas e carrega consigo um dom um tanto quanto desagradável: ao transar, faz seus parceiros sangrarem até morrer. Que tenso, né? Depois de "matar" dessa forma o namorado que a desvirginou, Zoe acaba sendo mandada para a Academia da Sra. Robichaux Para Moças Excepcionais que nada mais é que uma verdadeira Hogwarts em plena Nova Orleans. Ok, ok, é uma espécie baixa renda de Hogwarts, já que não se trata de um castelo e sim de uma casa, que conta com apenas outras três "alunas" além de Zoe: Madison Montgomery, uma famosa atriz, Nan, uma jovem com Síndrome de Down; e Queenie, uma temperamental jovem negra e obesa.

Dirigida por Cordelia Foxx, a escola tem sua rotina abalada com o retorno de Fiona, a mãe de Cordélia e também a atual Suprema, uma bruxa poderosíssima e obcecada por sua juventude. Fiona retorna porque sente que seu clã está sendo ameaçado e que Cordélia não tem feito o seu trabalho corretamente.


Divertida e abusando dos clichês do gênero, Coven promete ser mais um bom ano de American Horror Story. Contando com o retorno de nomes como Jessica Lange, Sarah Paulson, Lily Rabe, Frances Conroy, Evan Peters, Taissa Farmiga e Denis O'Hare, a série apresenta também os novatos Kathy Bates, Angela Bassett, Emma Roberts (sim, ela mesma, a sobrinha de Julia), Patti LuPone e Gabourey Sidibe em seu elenco.

Com um bom cliffhanger no final de Bitchcraft e diversas perguntas na mente de seus telespectadores (Como assim Mary Todd Lincoln está viva? O que aconteceu realmente com a bruxa capaz de trazer os mortos de volta à vida, feita por Lily Rabe? Será que Zoe voltará a ver Kyle ou ele realmente morreu no "acidente" do ônibus?), é certo que voltaremos semanalmente para acompanhar as desventuras desse grupo de bruxas que prometem nos empolgar com sua companhia.

Então, se você curtiu essa season premiere tanto quanto eu, já sabe: temos encontro marcado aqui no Pop de Botequim semanalmente para comentar os episódios. É só chegar e você já sabe disso! ;-)

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Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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