28 de out de 2013

Meu Passado Me Condena - O Filme, de Julia Rezende



Qual a melhor maneira de passar uma tarde de sábado, depois de trabalhar bastante, tendo como objetivo apenas relaxar? Assistir a uma comédia - o que significa, para mim, rir, ok?! E isso exclui qualquer coisa parecida com os 3469 exemplares de Todo Mundo em Pânico e troços parecidos/iguais. Enfim, voltando ao momento relax, o filme escolhido foi Meu Passado Me Condena. E, felizmente, posso dizer que o filme atendeu às expectativas.

O longa, como um todo, é bastante simples e direto. Fábio (Porchat) e Miá (Mello) mal se conheceram e resolveram se casar. A lua de mel é um cruzeiro com destino à Itália. O único problema é que nessa travessia Miá encontra seu bem-sucedido ex-namorado (Beto - Alejandro Claveux) e Fábio o seu amor de infância (Laura - Juliana Didone), o casal de famosos do cruzeiro - acho que todo cruzeiro deve ter um casal assim, no mínimo #cotas. Se considerarmos o pouco tempo de convívio do casal, mais o casal "inimigo", temos uma ideia de como será o filme. Afinal, quando os defeitos de ambos começam a vir à tona, as qualidades dos "inimigos" começam a aflorar. E as situações engraçadas também. E ainda há um terceiro (ex)casal, formado por Suzana e Wilson, dois tripulantes do navio que querem se dar bem e são capazes de qualquer coisa maluca pra isso. Ou quase...


Quase toda a filmagem aconteceu dentro de um navio em movimento - todas as cenas no navio, óbvio -, em pleno funcionamento e com passageiros reais. Isso ajudou - e muito - a passar para a tela o clima real de um cruzeiro, com cenários de cair o queixo, intermináveis atrações, infindáveis aulas que vão do forró ao tecno-brega, passando por salsa e merengue (opa, isso era nome de novela, né?), além de comida, muita comida...O lado ruim é que o som ambiente muitas vezes atrapalha, o que causou a dublagem de muitas cenas pelos atores.

Com a ajuda de um roteiro simples e criativo - de Tati Bernardi -, capaz de criar situações engraçadas a todo o momento, e direção correta de Julia Rezende, o filme atinge o seu objetivo de divertir sem ser escrachado.

O casal Fábio e Miá, carismático e engraçado por natureza, dá o tom de toda a obra. Entrosados e com ótima química, os comediantes encarnando eles mesmos são o ponto alto do filme. Mas com uma ajuda fundamental de Inez Vianna (Suzana) e Marcelo Valle (Wilson), principalmente.


Outro ponto positivo de Meu Passado Me Condena , além da diversão sem compromisso, é que até o final ficamos em dúvida sobre o que vai acontecer, quem vai ficar com quem. Ou seja, além da comédia, temos romance, sim. Pouco, mas temos.

Se você está procurando uma comédia leve, com pitadas de romance e muita confusão, não perca Meu Passado Me Condena. Não vai ganhar o Oscar, não vai ficar marcado como um dos melhores filmes do ano, mas certamente vale à pena ser conferido.

PS.: Pra quem não sabe, Meu Passado Me Condena é uma espécie de "filhote" da série de mesmo nome, exibida pelo Multishow. A segunda temporada, iniciada no dia 30/10 (e no ar todas as quartas-feiras, às 23:30), tem como ponto de partida exatamente onde o filme termina.
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Bruno Schmidt  
Bruno Schmidt, vascaíno fanático, cinéfilo, devorador de livros, viciado em TV e internet - no celular. Redator publicitário, marquestista - não marqueteiro -, marrento e... petropolitano. Com ele o papo é sobre cinema, livros e TV. Mas sem cerveja, ok?!
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