4 de dez de 2013

Pop Séries: Melrose Place




Quando eu tinha 12 anos, a Globo exibia em suas tardes a Sessão Aventura. Era uma faixa que ocupava o que seria hoje o horário de Malhação. Por ela passavam reexibições de novelas clássicas como Roque Santeiro, Vamp e Que Rei Sou Eu?, porém, o grande destaque eram os seriados americanos. Enlatados que faziam grande sucesso por aqui, como Magnum, MacGyver - Profissão Perigo, SOS Malibu (Baywatch) e Nikita eram exibidos uma vez por semana, em dias diferentes cada um, durante alguns anos. Algumas, como as já citadas, eram realmente viciantes e ficavam no ar anos a fio; outras, por causa da baixa audiência, saíam do ar rapidamente. Em 1994 entrou nesse pacote Melrose Place, uma série jovem, moderna e descolada que me fisgou completamente e, como ficou no ar durante quatro anos ininterruptos, deixando de ser exibida em 1998, acredito que fisgou não só a mim, mas muitos outros fãs.

Partindo de uma premissa simples (a convivência de jovens adultos com faixa entre 25 e 30 anos que formam uma família postiça num charmoso condomínio no bairro de Melrose Place em Los Angeles, dividindo alegrias, tristezas e tragédias e envolvendo-se em situações sexuais e amorosas, onde traições e ambição estão sempre a espreita), a série pode ser considerada uma versão um pouco mais adulta de Barrados no Baile, outro grande sucesso dos anos 90, que abordava as histórias de jovens na faixa dos 20 anos. Ambas do mesmo criador, Darren Star.


Melrose teve sete temporadas, mas eu me lembro bem apenas das duas primeiras, que começou com 8 personagens: Allison, Jake, Billy, Jane, Michael, Sandy, Rhonda e Matt. Na primeira temporada tudo pareciam flores, os conflitos eram poucos, todos viviam harmoniosamente e os casais se amavam profundamente. Lembro nitidamente de Allison e Billy, que eram dois fofos apaixonados, e do médico Michael Mancini com a linda e doce Jane, eram o casal perfeito, maduros, bem sucedidos, conselheiros dos demais. Até que entraram em cena mais três personagens pra botar fogo no cabaré. A sofisticada e rica Amanda, a misteriosa e simpática Jo e a dissimulada Sidney, irmã de Jane.

Amanda, mulher poderosa acostumada a ter tudo o que quer, se interessa por Billy e começa a azedar o romance leve dele com Alisson. Detalhe: ela era a nova chefe de Alisson. Jo se envolvia com o rebelde, aventureiro e irresistível Jake, formando um casal complicado, mas delicioso. E Sidney era o pivô de uma das histórias mais sórdidas e revoltantes: ela se fazia de anjinho, a irmã a adorava, hospedando-a em sua casa, enquanto ela mantinha um caso com o cunhado, o canalha do dr. Michael Mancini. A descoberta da traição por Jane ficou marcada em minha memória afetiva, em uma cena realmente inesquecível.

Melrose Place 2.0

Outros dois personagens que eu gostava muito, mas eram mais secundários, servindo muitas vezes como orelha dos amigos, eram Rhonda, a única negra da história, e Matt, o gay da turma.

Em 2008 foi ao ar um remake da série, o Melrose Place 2.0. Com 18 episódios, um novo condomínio, novo elenco, mas o mesmo charme, a série começa com a misteriosa morte de Sidney, ela mesma, aquela vagaba da primeira temporada que roubou o marido da irmã, Jane. Como ela é a nova síndica do condomínio e não é flor que cheire, muitos tem motivos pra querer vê-la morta e todos são suspeitos. Esse é o mote dessa nova versão, que infelizmente foi cancelada sem muitas explicações. Ainda bem que não comecei a acompanhar, se não ia querer morrer!  

E Melrose Place era assim: um passeio pelas relações humanas, às vezes, boas, outras ruins, mas sempre repleta de muito charme, suspense e emoção. Como tudo que é inesquecível.
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Leandro Faria  
Esdras Bailone: leonino, romântico, sonhador, estudante de letras, gaúcho de São Paulo, apaixonado-louco pelas artes e pelas gentes.
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